Aulas: PMCG diz que pais decidirão se filhos voltam

Depois do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) ter anunciado que os professores da rede municipal vão fazer greve por serem contrários ao sistema híbrido de educação (Aqui), a Prefeitura de Campos anunciou nesta terça-feira (2), que vai manter esse sistema e destacou através de nota que o próprio Ministério Público Estadual não vê prejuízos a adolescentes e crianças. Veja a íntegra da nota abaixo:

A decisão do SEPE reflete o papel institucional da unidade. No entanto, o próprio Ministério Público Estadual concorda que o ensino híbrido não representa nenhuma violação dos direitos das crianças e adolescentes. Além disso, esse modelo híbrido não é obrigatório e caberá aos pais a escolha de permanecer no modelo virtual ou aderir ao sistema híbrido. A Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (SEDUCT), considerando as condições sanitárias atuais do município, que estão controladas, dará seguimento ao Plano para o modelo de ensino híbrido conforme calendário previsto, visto que muitos alunos excluídos digitalmente não conseguiram acompanhar as aulas virtuais nesse primeiro mês letivo não presencial, de acordo com um levantamento inicial feito pela SEDUCT. (leia mais abaixo)

É dever da Secretaria cuidar da aprendizagem de todas as crianças e adolescentes matriculados na rede municipal. O modelo de ensino híbrido é uma tendência em todo país e visa ampliar as oportunidades para esses alunos sem acesso à internet, uma vez que as escolas estão praticamente paralisadas há um ano, causando grande impacto na aprendizagem, particularmente no município de Campos que ficou sem nota no Ideb no ano passado.

Em Campos, conforme acordo com o Ministério Público Estadual, o início do modelo híbrido nas escolas particulares e públicas se dará por etapa de ensino começando pela educação infantil, no período entre 8 e 29 de março deste ano. Na rede pública municipal, a oferta vai começar no dia 29 com, no mínimo, 10% das unidades escolares, ampliando para, no mínimo, 50% das unidades em até 30 dias após esse período estabelecido, alcançando a totalidade das unidades em até 60 dias. Já as aulas híbridas para o Ensino Fundamental em todas as escolas públicas (estaduais e municipais) e privadas terão início no período entre 22 de março e 22 de abril, seguindo o mesmo esquema de progressão percentual, desde que condicionadas ao aval da Vigilância Sanitária.

Além disso, em caso do Município retornar às fases laranja e vermelha, as aulas deverão voltar imediatamente ao formato exclusivamente virtual. O ensino híbrido também está condicionado
à adesão das unidades escolares ao Manual Operacional que será publicado no Diário Oficial do município nos próximos dias.

A secretaria informa que o retorno dos profissionais acontece para quem não está no grupo de risco.

A secretaria não foi informada oficialmente da greve de servidores na rede municipal.