Quinta-feira, 21 de maio de 2015 – Foto: Saulo Garcez e Filipe Lemos / Campos 24 Horas – 9h

A Prefeitura de Campos continua aberta ao diálogo e aguarda que os professores da rede municipal retornem às salas de aula nesta quinta-feira (21). O secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Fábio Ribeiro, afirma que mantém a proposta de dobrar a regência e lembra que a categoria foi a primeira a ser contemplada com o Plano de Cargos e Salários, além de ter conquistado outros benefícios nos últimos anos. Ele lembra que a prefeitura vem cumprindo a sua parte com os professores ao conceder ganhos para a categoria, mas afirma que medidas terão que ser tomadas, entre elas o corte do ponto dos grevistas, em respeito aos pais e alunos, que estão sendo prejudicados.
“O piso do professor da rede municipal de Campos está acima do piso nacional. O valor/hora nacional de um professor 40h é de R$ 9,51, enquanto que o professor de Campos 35h recebe 11,29” explica Fábio.
Na manhã desta quinta-feira(21), Fábio Ribeiro concedeu entrevista ao Programa Em Cima, apresentado por Garotinho, na Rádio Educativa, durante o qual também falou sobre a ilegalidade do movimento e afirmou que não é possível atender as demandas de aumento salarial solicitado pela categoria, visto que já foi concedido pela prefeita Rosinha o Plano de Cargos e Salários, que era tão aguardado pelo servidor municipal.
Fábio Ribeiro afirmou ainda que o ponto do mês já foi fechado, mas será revisto, e os grevistas terão o ponto cortado e perderão a regência. Ele alerta ainda que há professores em período probatório que correm um risco ainda maior.
“As nossas propostas não estão chegando aos educadores. Por isso, acho que não temos mais de negociar com o Sepe, e sim com o Siprosep que tem mais representatividade. A gente tem que ouvir é o educador. A gente já está com o plano de cargos implantado e eles já estão recebendo progressão e promoção. Há um parecer da procuradoria da prefeitura pela ilegalidade da greve e isso já foi comunicado ao Sepe”, enfatizou Fábio Ribeiro.
Garotinho diz que querem politizar movimento
Ao final da entrevista, Garotinho falou sobre a greve que foi deflagrada na última segunda-feira. “Ninguém aqui é contra a greve, que é um direito do trabalhador. Também não somos contra o educador. Aliás, acho que as grandes mudanças do país passam pela educação. Quero chamar a atenção para a participação de políticos como Odisséia Carvalho e Graciete Santana que querem politizar a greve e não estão preocupadas com os educadores”, disse Garotinho.
Na noite de ontem, os professores realizaram assembleia e resolveram manter a greve até esta sexta-feira, quando haverá um ato público e nova assembléia. As principais reivindicações da categoria são: reajuste salarial e plano de saúde.
A prefeitura admite voltar a negociar, em setembro, a questão do reajuste salarial. Em relação ao plano de saúde, a prefeitura informa que enviou à Câmara Municipal um projeto que cria o Fundo de Saúde, para que todo servidor, incluindo os educadores, tenham cobertas as despesas para tratamento de saúde.
