O policial civil Raphael Pinto Ferreira Gedeão, acusado de matar Marcelo dos Anjos Abitan da Silva, de 49 anos, assessor parlamentar da vereadora Vera Lins (Progressistas), se entregou à polícia nesta terça-feira (21). O crime ocorreu na madrugada de domingo (19), em frente ao hotel Wyndham Rio Barra, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. (Leia mais abaixo)
Segundo as investigações, Marcelo estava hospedado no hotel e foi atingido por pelo menos cinco disparos ao discutir com o policial. A Justiça informou, nesta segunda-feira (20), que determinou a prisão temporária de 30 dias de Raphael, após um pedido da Delegacia de Homicídios da Capital. (Leia mais abaixo)
De acordo com o advogado de Gedeão, Saulo Carvalho, “imediatamente após o ocorrido, o investigado entrou em contato com os órgãos de segurança, a fim de diligenciarem ao local dos fatos e prestarem o devido auxílio à vítima”. A defesa disse ainda que Raphael “colocou-se à disposição da autoridade policial para eventuais esclarecimentos sobre os fatos ora apurados pela Delegacia de Homicídios da Capital”.
Segundo a DHC, Raphael optou por se manifestar apenas em juízo e será encaminhado para audiência de custódia. (Leia mais abaixo)
Em nota, a Polícia Civil reforçou que não tolera desvios de conduta, crimes ou abusos cometidos por seus servidores. “A investigação está em andamento e seguirá obedecendo os trâmites da legislação vigente”, destacou o comunicado.(Leia mais abaixo)
Discussão em estacionamento
Em depoimento na DHC, um sobrinho da vítima contou que Marcelo estava hospedado com a família no hotel Wyndham Rio Barra desde a virada do ano, como costumam fazer. O parente relatou que ouviu um barulho constante de buzina e, pouco depois, cinco disparos em uma sequência rápida. Da varanda, ele viu uma picape prata e um carro preto e desceu até a portaria junto com a namorada e o primo, acreditando que o tio poderia ter sido assaltado, já que ele estaria chegando do trabalho.(Leia mais abaixo)
O trio chegou a voltar para o quarto ao ver a Polícia Militar e os bombeiros no local e acreditar que o caso não tinha relação com o assessor. Mas, pouco depois, ao descer outra vez, o sobrinho encontrou a mulher e o filho de Marcelo próximos ao corpo, na entrada do hotel. Na oitiva, ele disse ainda que um bombeiro civil do estabelecimento contou que houve uma discussão entre Abitan e o motorista de um carro que tentava entrar no estacionamento. Logo depois, o suspeito atirou.(Leia mais abaixo)
No relato, o familiar afirmou que ouviu no local um policial dizendo que o autor dos disparos era um “colega”. O jovem relatou também que, além da picape e o veículo do tio, viu um sedã preto atrás do assessor, que deixou o local em baixa velocidade pela Avenida Lúcia Costa, em direção ao condomínio Barramares.