Polícia Civil faz campanha de coleta de DNA para identificação de desaparecidos

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (SEPOL) realizará um mutirão para coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas, através do Instituto de Pesquisa e Perícias em Genética Forense (IPPGF), entre os dias 14 e 18 de junho. As autoridades policiais esperam dobrar as amostras relacionadas a casos de desaparecimento no banco de perfis genéticos do Rio de Janeiro, que atualmente conta com mais de 1300 amostras desse tipo. (leia mais abaixo)

Carlos Frederico Ozório Nunes, Coordenador Regional da Polícia Técnica Cientifica do Norte Fluminense e Paula Thiebaut Miranda Pecini, Diretora do Posto Regional da Polícia Técnica-Científica de Campos, explicam que a coleta será realizada entre os dias 14 e 18 de junho em todos os estados e no Distrito Federal.(leia mais abaixo)

No Norte Fluminense, serão os seguintes pontos de coleta:
– Posto Regional de Polícia Técnica Científica de Campos: Avenida XV de Novembro, 799 – Centro, Campos dos Goytacazes – RJ, 28051-550 – Telefone: (22) 2732-1759
– Posto Regional de Polícia Técnica Científica de Itaperuna: Rodovia BR 356, KM 3 – Cidade Nova, Itaperuna – RJ, 28300-000 – Telefone: (22) 3822-4500 / 3822-7322 / 3822-4637 / 3822-7565
– Posto Regional de Polícia Técnica Científica de Macaé: Avenida Aluizio da Silva Gomes, 100 – Granja dos Cavaleiros, Macaé – RJ, 27930-560 – Telefones: (22) 2765-4727

Quem pode participar?
Familiares em primeiro grau da pessoa desaparecida, seguindo a ordem de preferência: pai e mãe; filhos e o genitor do filho da pessoa desaparecida; irmãos (no caso de filhos e irmãos, quantos forem possíveis).(leia mais abaixo)

A coleta do material genético é voluntária e indolor, por meio da mucosa oral (bochecha). O perfil genético obtido não será utilizado para nenhum outro fim, além da identificação do parente desaparecido.(leia mais abaixo)

O que isso significa em relação ao avanço de investigações?
A coleta do material genético permite de forma mais ágil o cruzamento de dados com as pessoas encontradas.(leia mais abaixo)

As amostras deste material (dos familiares dos desaparecidos) são cadastradas em um banco de dados que é atualizado diariamente com perfis genéticos de pessoas vivas desconhecidas e de pessoas falecidas não identificadas, possibilitando, assim, o cruzamento destas informações. Após análise deste cruzamento pelos peritos e sendo identificado um possível parentesco com os dados de alguma pessoa encontrada viva ou falecida, a família será informada.(leia mais abaixo)

“É importante salientar também que o DNA do próprio desaparecido é ainda mais eficiente para a busca. Desta forma, os familiares podem colaborar entregando itens de uso pessoal do desaparecido, como escova de dente, aparelho ortodôntico, roupa usada, amostra de dente de leite, cordão umbilical…”, finalizou Carlos Frederico.(leia mais abaixo)

A Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas foi lançada no dia 25 de maio pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). A iniciativa marca a celebração do Dia Internacional das Crianças Desaparecidas e tem por finalidade possibilitar a identificação de pessoas desaparecidas por meio de exames e bancos de perfis genéticos.(leia mais abaixo)

Comitê
A iniciativa receberá o apoio de um comitê que conta com a participação de integrantes dos ministérios da Saúde e da Cidadania, do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública, das perícias criminais, dos conselhos tutelares, dos conselhos dos direitos humanos e da sociedade civil.(leia mais abaixo)

O comitê ficará responsável, entre outras atribuições, pela implementação e monitoramento da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e pelo fomento à cooperação entre Governo Federal, estados, Distrito Federal e municípios para o mapeamento, prevenção e busca de pessoas desaparecidas.(leia mais abaixo)

A titular do MMFDH, Damares Alves, explica que uma das grandes dificuldades na busca por pessoas desaparecidas é a ausência de informações: “A primeira coisa que esse comitê vai fazer é descobrir de fato quantas crianças estão desaparecendo no Brasil. Não podemos mais fechar os olhos. As crianças estão em risco no Brasil, mas vamos virar essa página”.(leia mais abaixo)

O secretário Nacional de Segurança Pública, Carlos Paim, destacou que o desaparecimento de pessoas gera grande impacto nas famílias e comunidades. “A ausência inexplicável de um ente querido deixa marcas difíceis de ignorar. É para os familiares dessas pessoas que estamos construindo essa política pública.”