Planalto: “Autoridades” tentam criar narrativas para retirar Temer da vida pública

Palácio do Planalto divulgou nota na noite desta sexta-feira (30) na qual afirma que “autoridades tentam criar narrativas que gerem novas acusações” contra o presidente Michel Temer com o objetivo de retirá-lo da vida pública (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

A nota foi divulgada um dia após a Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), deflagrar a Operação Skala, dentro do inquérito que investiga se Temer beneficiou, com a edição de um decreto de 2017, empresas do setor portuário.

Na operação, foram presas 10 pessoas, entre as quais amigos de Temer – o advogado e ex-assessor do presidente José Yunes, o ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, e o ex-ministro da Agricultura e ex-deputado federal Wagner Rossi.

“O atropelo dos fatos e da verdade busca retirar o presidente da vida pública, impedi-lo de continuar a prestar relevantes serviços ao país, como ele fez ao superar a mais forte recessão econômica da história brasileira”, complementa o texto.

Decreto

Na nota, o Planalto também nega que o decreto de 2017 tenha beneficiado o Grupo Rodrimar, que atua no setor portuário. O dono da empresa, Antônio Celso Grecco, também foi preso na Operação Skala.

“A mais rasa leitura do decreto teria enterrado, no ano passado, o pedido de abertura de tal investigação pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot”, diz a nota.

De acordo com o Planalto, o decreto não se aplica à Rodrimar, e todas as áreas administradas pela empresa em portos públicos serão relicitadas.

Candidatura

Sem citar nomes, a nota afirma ainda que, para “destruir a reputação” de Temer, “usam metodos totalitários, com cerceamento dos direitos mais básicos para obter, forçadamente, testemunhos que possam ser usados em peças de acusação.”

O documento cita ainda a delação premiada de executivos da JBS, que foi usada pela Procuradoria Geral da República (PGR) para pedir abertura de investigação do presidente, e que foram rescindidas depois que a PGR apontou que termos do acordo foram descumpridos porque os delatores omitiram informações.

“Repetem o enredo de 2017, quando ofereceram os maiores benefícios aos irmãos Batista para criar falsa acusação que envolvesse o presidente. Não conseguiram e repetem a trama, que, no passado, pareceu tragédia, agora soa a farsa.”

A nota aponta ainda que as prisões na Operação Skala ocorrem após a divulgação na imprensa de informações sobre possível candidatura de Temer à reeleição.

“Bastou a simples menção a possível candidatura para que forças obscuras surgissem para tecer novas tramas sobre velhos enredos maledicentes. No Brasil do século XXI, alguns querem impedir candidatura. Busca-se impedir ao povo a livre escolha.”