PF tenta prender 19 pessoas em operação contra ‘massivo esquema de fraudes’ no INSS

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta terça-feira (25) no Rio de Janeiro a Operação Metamorfose, contra um “massivo esquema de fraudes” no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Agentes saíram para prender 19 pessoas e para cumprir 18 mandados de busca.(leia mais abaixo)

Até a última atualização desta reportagem, duas pessoas haviam sido presas. A PF afirma que a quadrilha investigada “já causou à Previdência Social um prejuízo efetivo de R$ 8 milhões”, que chegaria a R$ 12,2 milhões se o esquema não tivesse sido descoberto.(leia mais abaixo)

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal do RJ. Os alvos ficam em endereços na capital e nos municípios de Niterói, Nova Iguaçu e Nilópolis.(leia mais abaixo)

Como era o esquema
Segundo as investigações, a quadrilha fraudava a emissão de pensões por morte e o BPC-Loas, o benefício de prestação continuada ao idoso hipossuficiente.(leia mais abaixo)

“O grupo criminoso operava mediante a realização de requerimentos em nome de pessoas ‘fictícias’, além da reativação de benefícios titularizados por pessoas já falecidas. Para tanto, a quadrilha anexava junto aos processos concessórios farta documentação falsificada”, descreveu a PF.(leia mais abaixo)

Como os beneficiários ou eram fantasmas ou já estavam mortos, “a quadrilha habilitava ‘procuradores’, que faziam os requerimentos na condição de representantes legais”.(leia mais abaixo)

Uma vez concedido o benefício, os falsos procuradores abriam contas em agências bancárias, sacavam valores e solicitavam cartões.(leia mais abaixo)

“Verificou-se, assim, que além de atuar como procuradores de pessoas fictícias, os criminosos se apresentavam perante o INSS como se fossem outra pessoa, visto que alguns integrantes da quadrilha forjaram a própria identidade”, destacou a PF.(leia mais abaixo)

Os criminosos responderão pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, falsidade ideológica, falsificação de documentos públicos e uso de documentos falsos. Se somadas, as penas podem chegar a 31 anos e 8 meses de reclusão.(leia mais abaixo)

O nome escolhido da operação se deu pelo modo de atuação da quadrilha, que buscava “transformar” a identidade dos criminosos para obter benefícios fraudulentos, como uma espécie de metamorfose, que deriva do grego metamorphosis e significa transformação.

Fonte: G1