PF investiga ameaças contra deputada Talíria Petrone em Teresópolis

Ação investiga ameaças de morte, ataques racistas e violência política contra a parlamentar e familiares


  • 03/11/2026, 20h14, Foto: Divulgação .

Campos 24 Horas - A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (3), a Operação Mahin para investigar mais um episódio de ameaças de morte, injúria racial, racismo e violência política contra a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) e seus familiares. Durante a ação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em Teresópolis. A medida foi autorizada pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal. Segundo a PF, a investigação começou em agosto deste ano, após o envio de mensagens eletrônicas com ameaças de morte e ataques de cunho racista e misógino contra a parlamentar e pessoas de sua família. As mensagens também continham dados pessoais da deputada, divulgados sem autorização.

A corporação informou que identificou um suspeito de autoria das mensagens. Ele havia sido preso posteriormente em Teresópolis, por suspeita de envolvimento em outro crime. A operação busca reunir novos elementos para esclarecer as circunstâncias das ameaças e aprofundar as investigações. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a identidade do investigado ou sobre o material apreendido.

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  Deputada foi informada de operação pela imprensa Em nota pública, Talíria Petrone afirmou que, ao longo de dez anos de atuação na vida pública, recebeu diversas ameaças, incluindo planos de morte que, segundo ela, teriam sido articulados pela milícia. A parlamentar, que era amiga de Marielle Franco, executada em 2018, destacou que tomou conhecimento da Operação Mahin pela imprensa e defendeu que todos os inquéritos sejam concluídos, com a identificação e punição dos responsáveis. Talíria cobrou uma resposta do Estado aos crimes de violência política de gênero, racismo e ameaças, ressaltando que a falta de investigação favorece a continuidade dos ataques e das tentativas de silenciar mulheres, especialmente negras e de esquerda. Para ela, a presença feminina na política fortalece a democracia, e a responsabilização dos envolvidos é fundamental para garantir que mulheres possam exercer seus mandatos com segurança.

Histórico de ameaça A deputada federal já havia denunciado diversos episódios de violência política e ameaças de morte. Em julho de 2024, quando era pré-candidata à Prefeitura de Niterói, ela recebeu um e-mail com ameaças de morte e ofensas racistas. A mensagem também mencionava seus filhos, sua rotina e o endereço de seu gabinete. O caso foi encaminhado à Polícia Federal, à Polícia Civil e ao Ministério Público.

Em março de 2026, a parlamentar voltou a denunciar ameaças de morte e ataques racistas e misóginos. Na ocasião, Talíria afirmou que já havia diversos inquéritos em andamento, mas sem responsabilização dos autores.

  Em agosto deste ano, a deputada denunciou novas ameaças de morte e estupro recebidas por e-mail. A mensagem divulgava endereços e dados pessoais da parlamentar e de familiares, incluindo seus filhos, e ameaçava a segurança das crianças. O caso foi encaminhado à Polícia Federal e à Polícia Legislativa, além de comunicado ao Ministério Público Federal, ao Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos e ao Tribunal Superior Eleitoral.   Na ocasião, Talíria afirmou que aquela era a terceira vez, em poucos meses, que recebia ameaças contra sua integridade física. A parlamentar também relatou que as intimidações provocavam a adoção de protocolos de segurança para proteger a ela, seus filhos e familiares.

A deputada também já havia relatado ameaças relacionadas à milícia e planos de morte contra ela. Em nota pública divulgada após a Operação Mahin, Talíria cobrou a conclusão de todos os inquéritos e a responsabilização dos envolvidos. Para ela, a falta de respostas institucionais favorece a continuidade da violência política, do racismo e das tentativas de silenciamento de mulheres negras na política.

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