27/01/2016 11h25 | Foto: Divulgação
Os preços de barris do petróleo têm novas baixas nesta quarta-feira (27), com o seguido recuo nas bolsas chinesas e novas preocupações em relação à economia do gigante asiático, e também com o mercado na expectativa pela divulgação de dados de reservas de crude dos Estados Unidos. Na véspera, os preços da matéria-prima registraram alta de aproximadamente 4%.
De acordo com projeção da Bloomberg, as reservas de crude norte-americanas devem ter marcado um aumento de 4 milhões de barris na semana passada.
Às 8h53, o Brent negociado em Londres recuava 2,03% para US$ 31,91; enquanto o West Texas Intermediate (WTI) negociado em Nova Iorque tinha baixa de 3,20%, a US$ 30,45.
Às 9h29, o preço do barril de Brent recuava 2,16%, a US$ 31,86. No mesmo momento, o barril do WTI sofria uma desvalorização de 3,35%, a US$ 30,39.
O Banco Mundial reviu sua projeção para o preço do petróleo em 2016, de US$ 51 para US$ 37 o barril, levando em conta o aumento da oferta no mercado e com a esperada queda na demanda de países emergentes pela matéria-prima.
A volatilidade dos preços do petróleo é reflexo de um mercado com excedentes de produção e preocupações com a China, um dos maiores importadores de petróleo do mundo, que voltou a registrar fortes perdas na bolsa nesta semana. Conflitos no Oriente Médio, que abriga alguns dos maiores produtores mundiais, também contribuem para o clima de incertezas e projeções divergentes.
O secretário-geral da Opep, Abdalá El-Badri, convocou nesta segunda-feira (25) os países produtores a tomar medidas conjuntas que impulsionem o setor. Ele enfatizou, entretanto, que a Organização não vai cortar produção de forma unilateral.
A Agência Internacional de Energia (AIE), dos Estados Unidos, afirmou que o petróleo deve chegar ao patamar de US$ 80 até 2020. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Fatih Birol ressaltou a importância dos projetos da Petrobras, e pediu que os brasileiros não deixem de levar em conta a “perspectiva estratégica” do país, citando a descoberta do pré-sal e o desenvolvimento dos biocombustíveis como “marcos históricos”.
Na semana passada, um analista do Citigroup declarou, em entrevista à Bloomberg, que o petróleo pode ser “o negócio do ano” em 2016, se resistir ao aumento das exportações iranianas. O Irã volta a um mercado já marcado pelo excesso de oferta após o término das sanções econômicas do Ocidente a seus produtos. Alguns bancos e representantes do setor argumentam que o valor do barril pode cair drasticamente, a níveis próximos de US$ 10.