Pela primeira vez uma mulher pode concorrer às eleições para prefeitura de Cambuci

Pela primeira vez na história do município de Cambuci, cidade ao Noroeste Fluminense, uma mulher pode estar entre os candidatos à prefeitura. Nessa eleição de 2020 a jovem Cinthia Peres Castro de Souza (PROS), 36 anos, é pré-candidata à prefeita e, para isso, não tem medido esforços. Em entrevista ao Campos 24 Horas, ela afirma vem se preparando há anos, não só acompanhando e levantando as necessidades do município e buscando soluções para o desenvolvimento do seu povo, mas também fazendo cursos fora da cidade para entender tecnicamente como é estar à frente de um município com tantas potencialidades. leia mais abaixo

Embora a campanha não tenha ainda sido iniciada, as conversas de bastidores em Cambuci já acontecem há tempos visando as eleições 2020. Inicialmente surgiram 11 nomes como pré-candidatos à prefeitura, mas que foram desistindo ao longo do tempo. Atualmente são cinco pré-candidatos, mas de acordo com moradores mais antigos da cidade, ele número poderá diminuir ainda mais, devendo ficar em torno de dois, Cinthia Peres e mais um.

Cinthia Peres, atualmente assessora parlamentar na assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), já tendo trabalhado com vários deputados, tanto estadual quanto federal, é também dirigente do PROS no município e como tal já conseguiu fechar a nominata de vereadores. O partido hoje tem como aliado o PMB, que também está com sua nominada fechada, inclusive de participação obrigatória de mulheres.

– Estamos com uma nominata muito boa, tanto de homens quanto de mulheres, pessoas que estão dispostas a trabalhar para o desenvolvimento do município. Além disso, pessoas que conhecem o trabalho que já desenvolvo na cidade há tempos e que querem somar – acrescenta Cinthia Peres.

HOMENAGEM ÀS MÃES

Há tempos, pensando na falta de oportunidade, principalmente para as mulheres, Cinthia Peres criou o projeto Cidades reunidas, como forma de promover o desenvolvimento da cidade e está sando certo. Após criação, ela conseguiu apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Federal Fluminense (IFF) para suporte técnico, para trabalho de beneficiamento do couro da tilápia, depois transformado em brincos, pulseiras, bolsas, entre outros.

– Eu faço tudo isso para que os jovens daqui tenham a oportunidade que minha mãe, por exemplo, quando eu era criança, não teve. Ela precisou ir embora da cidade, porque aqui ela não tinha condições de sobreviver e criar filhos. Isso não pode mais acontecer – finaliza Cinthia Peres.