Uma equipe do Programa Municipal de Hanseníase realizou, na tarde desta quarta-feira (24), um trabalho de conscientização no Terminal Rodoviário Roberto Silveira, dentro da campanha nacional “Janeiro Roxo”, de prevenção à doença. Os profissionais do programa distribuíram panfletos e folders educativos com informações gerais sobre hanseníase e orientações para a busca de diagnóstico e tratamento. O Dia Mundial de Combate à Hanseníase é lembrado em 31 de janeiro.
— As pessoas, em sua maioria, ainda têm dificuldades de identificar os sintomas da hanseníase e geralmente procura o tratamento quando a doença já está avançada, demandando um tratamento mais longo. Por isso é importante essa campanha de divulgação que acontece em todo o país — afirmou o coordenador do programa em Campos há mais de 20 anos, o dermatologista Edilbert Pellegrini, esclarecendo que cerca de 90% da população mundial é resistente à doença.
Causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, a hanseníase é uma doença milenar e transmitida pelas vias aéreas, através do contato prolongado. É associada às condições de vida precárias e caracteriza-se pelo aparecimento de manchas brancas e avermelhadas na pele, em muitos casos com a perda da sensibilidade no local. O tratamento, com medicamentos fornecidos gratuitamente pelo Ministério da Saúde, pode ser de seis ou doze meses, de acordo com a “forma clínica”, ou estágio da doença.
Em Campos, segundo Pellegrini, o número de casos está abaixo do considerado tolerável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de menos de um por ano a cada 10 mil habitantes. No ano passado, surgiram 51 novos casos e mais dois nesse início de ano. Cerca de 200 pessoas estão em tratamento no município. O Brasil é hoje o segundo país no mundo com o maior número de pessoas com a doença, atrás apenas da Índia, país com a população seis vezes maior.
A panfletagem e orientações da equipe foram bem recebidas por quem estava no terminal rodoviário. “Achei muito bom. Muita gente pode estar com a doença e nem saber”, afirmou o autônomo Orniel das Neves, de 50 anos. “O trabalho é importante, pois leva informação às pessoas para evitar a propagação da doença”, completou a estudante Valquíria de Souza, de 18.
O endereço da coordenação do Programa Municipal de Hanseníase é Estrada Santa Rosa, s/nº, Parque Santa Clara, atrás do Hospital Geral de Guarus (HGG). O atendimento é de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h. O telefone para contato é: (22) 98175-0823.
Fonte: Comunicação PMCG