Uma em cada sete mulheres apresentam ansiedade ou depressão imediatamente antes ou depois do parto – e os pesquisadores dizem que a pandemia do coronavírus tornou estas situações ainda piores. (leia mais abaixo)
Os resultados de um estudo publicados recentemente na revista Frontiers in Global Women’s Health indicam que, antes da pandemia, 29% das mulheres nestas condições (no período próximo ao parto) apresentavam ansiedade moderada a alta e 15% relatavam sintomas de depressão. Durante a pandemia, essas taxas aumentaram para 72% e 41%, respectivamente.
As mulheres também foram questionadas sobre seus hábitos de exercício. Os pesquisadores queriam saber se a falta de acesso a academias durante a pandemia e a redução da atividade física estavam causando prejuízos, porque o exercício pode ajudar a aliviar a depressão.
Sessenta e quatro por cento das mulheres disseram que estavam recebendo menos atividade física agora, enquanto 15% estavam fazendo mais e 21% não tiveram nenhuma mudança na atividade. As mulheres que estavam recebendo pelo menos 150 minutos de atividade física moderada a cada semana apresentaram sintomas significativamente mais baixos de depressão e ansiedade, segundo o estudo.
Sabe-se que apresentar depressão e ansiedade durante a gravidez e no período pós-parto pode ter efeitos prejudiciais à saúde mental e física da mãe e do bebê, que podem persistir por anos. Esses efeitos podem incluir parto prematuro, redução da ligação mãe-bebê e atrasos no desenvolvimento de bebês.
É importante destacar o impacto do isolamento na saúde mental de mulheres grávidas e das novas mães, porque o aumento da conscientização torna mais provável o diagnóstico e o tratamento da ansiedade e da depressão.
Fonte: Boa Saúde