Pacientes com câncer e a demora por tratamento: reunião do MP, Prefeitura e Estado

Postado por Fabiano Venancio  – Em Campos, pacientes oncológicos que se encontram na fila há vários meses à espera de uma regulação do governo estadual para serem atendidos e vivem um drama desesperador, tiveram uma boa notícia nesta terça-feira (23/06). A responsável pelo Serviço de Regulação do governo do Estado, a Prefeitura de Campos, o Ministério Público (MPRJ) e a Defensoria Pública se reúnem para buscar uma solução para o problema. A informação da reunião foi publicada pelo ex-prefeito Wladimir Garotinho (AQUI). Levantamento do Campos 24 Horas mostra outro passo importante nesta área para pavimentar o caminho da construção do Hospital Onco Norte, especializado em tratamento de câncer: na próxima quinta-feira, dia 25/06, às 17h, a Câmara Municipal de Campos realiza uma audiência pública para debater o assunto com a participação de médicos, representantes das Unacons (unidades de alta complexidade em oncologia) de três hospitais do município e diferentes segmentos da sociedade.

Pelo governo estadual é aguardada a presença da superintendente do Complexo Estadual de Regulação, Kitty Crawford. “Câncer: a demora na primeira consulta no tratamento, as Unacons e a regulação estadual” será o tema da audiência.

O vereador Anderson de Matos (Republicanos), autor da iniciativa para a realização da audiência pública, instalou também postos de coleta de assinaturas na Praça São Salvador, no Centro, e na Praça Barão do Rio Branco (Pracinha do Liceu) para um abaixo-assinado a fim de fortalecer o momento com a estimativa de obter 10 mil assinaturas.

“A presença de cada um nessa audiência pública é uma forma de apoio às pessoas que sofrem com um câncer em nossa cidade. A sua presença é uma forma de protesto pacífico contra a demora no atendimento para o tratamento contra o câncer em nossa cidade. E também uma forma de reivindicar a construção do Onco Norte”, disse.

O Onco Norte é inspirado na construção do Onco Baixada, de Nova Iguaçu, referência de tratamento de câncer na Baixada Fluminense. “Ele faz 5 mil consultas, 300 cirurgias e 340 internações por mês. É algo extraordinário. Precisamos desse hospital. Quem tem câncer, tem pressa”, enalteceu Anderson.

“Eu tive câncer, mas com fé em Deus e a ciência, venci. Sei quais são os sofrimentos físicos e emocionais causados pela quimioterapia. Mas também sei que ela cura quanto o tratamento chega em tempo devido, o que não ocorre em nossa cidade em razão do problema da regulação que é de responsabilidade do governo estadual”, acrescentou.

“A demora nesta regulação pode custar vidas. Precisamos ampliar de forma significativa a oferta de tratamento oncológico para a população mais pobre”, arrematou o vereador.
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