Paciente de 70 anos que recebeu órgão com HIV está entubado após ser internado no Rio

Um dos pacientes que recebeu um órgão infectado com HIV está internado na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro. O senhor, de 70 anos, foi entubado após passar mal. A Secretaria de Estado de Saúde não informou o motivo da internação nem o estado de saúde dele. (Leia mais abaixo)

O caso que teve ampla repercussão no país é investigado com rigor. A principal hipótese é que falhas em testes realizados pelo laboratório PSC Saleme tenham causado a infecção de seis pacientes transplantados com o vírus.(Leia mais abaixo)

No domingo (20), a Polícia Civil prendeu a coordenadora do laboratório em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, na segunda fase da operação Verum.(Leia mais abaixo)

Segundo as investigações, Adriana Vargas dos Anjos é suspeita de estar envolvida em emissão de laudos falsos que resultaram na contaminação de pacientes transplantados com o vírus HIV.(Leia mais abaixo)

Segundo a polícia, houve uma falha operacional no protocolo de qualidade dos testes. Adriana teria sido a responsável por determinar o controle de gastos do laboratório.(Leia mais abaixo)

Após prestar depoimento à polícia, Adriana foi encaminhada a Polinter e deve ficar presa temporariamente. A defesa disse que irá comprovar que a ordem não partiu dela.(Leia mais abaixo)

Na casa de Adriana, os agentes apreenderam três computadores e quatro telefones. A polícia analisará os itens coletados.(Leia mais abaixo)

A máquina que fazia a análise dos testes também foi levada para a sede policial.

Nesta nova fase da operação, outras duas pessoas foram alvo de buscas. Elas prestaram depoimentos e acabaram liberadas.

Outros quatro investigados já foram presos. Entre eles está o sócio do laboratório: Walter Vieira, que é tio do ex-secretário de Saúde Dr. Luizinho.

A auxiliar administrativa Jacqueline Iris Barcellar de Assis e os técnicos Cleber de Oliveira Santos e Ivanildo Fernandes dos Santos também foram detidos na semana passada.

O caso é investigado pela Polícia Federal, Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde e Ministério Público do Rio.