Editorial: Os desafios de Rafael Diniz como prefeito eleito de Campos

04/10/2016    23h02  
Rafael editorialEleito com uma votação surpreendente, mas com uma pequena bancada na Câmara de Vereadores, o prefeito eleito de Campos, Rafael Diniz (PPS), precisará reunir a necessária capacidade de negociação e habilidade política, entre outras aptidões, a fim de somar uma base de sustentação de seu governo no Legislativo municipal.

A coligação que elegeu Rafael levou apenas três candidatos que se tornarão vereadores a partir de 2017. A aliança que apoiou Caio Vianna (PDT) elegeu quatro vereadores, enquanto a coligação de apoio a Doutor Chicão (PR) fez 18 vereadores.

A assimetria é flagrante nesta correlação de forças do jogo político em disputa a partir do próximo ano. Os primeiros entendimentos de bastidores para a eleição da Mesa Diretora da Câmara já tiveram inicio tão logo foi conhecido o resultado das urnas que fez o prefeito eleito.

Depois, Rafael terá que montar seu programa de ajuste, além do que fez a prefeita Rosinha Garotinho, porque os recursos estão cada vez mais escassos para os municípios brasileiros.

A hora de remédios amargos é agora porque medidas duras adiante lhe custarão politicamente mais caro.

Pela expressiva votação obtida, o futuro prefeito começará o seu governo sob intensa expectativa e, por tudo isso, resultados lhes serão cobrados adiante.

Se conseguir fazer o básico e trivial ou o absolutamente necessário, já terá conseguido um ponto positivo, o que significa manter as atuais políticas públicas e os programas sociais, além da manutenção dos salários em dia e outros compromissos com o funcionalismo.

Não apenas Rafael, mas os prefeitos eleitos este ano de modo geral terão desafios à altura das expectativas porque se trata da pior situação fiscal dos últimos 10 anos com as contínuas quedas de repasses governamentais.

Um aspecto confortável ele tem a seu favor: com a construção de mais de sete mil casas populares, dezenas de creches, escolas, vilas olímpicas e unidades básicas de saúde, além da reforma e construção de hospitais no governo Rosinha Garotinho, o novo gestor, a partir de 2017, encontrará uma cidade dotada de uma excelente infraestrutura que cabe a ele fazer implementar de forma plena.