Rio – A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, a “Operação Ressonância”, com base em provas colhidas durante a Operação Fatura Exposta, um desdobramento da Lava Jato no estado. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no apartamento do ex-secretário estadual de Saúde Sérgio Côrtes e de prisão contra os empresários Miguel Iskin, apontado como chefe de um cartel de empresas que atuava no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), e Gustavo Estellita, seu sócio.
Os denunciados e empresas são acusados de desviar dinheiro em contratos firmados com o governo do estado na área da saúde. Vinte pessoas foram presas — 12 no Rio, sete em São Paulo e uma em Minas Gerais — e todos as buscas realizadas cumpridas. Também foi decretado o bloqueio de bens de todos os investigados no valor de R$ 1,2 bilhão.
A ação conta com a atuação de 180 policiais federais e, além do Rio, os mandados também são cumpridos em São Paulo, Minas Gerais, Paraíba e no Distrito Federal. No total, são 22 mandados de prisão no Rio e em São Paulo — 13 preventivos e nove temporários — e 43 de busca e apreensão. As decisões judiciais foram determinadas pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.