Operação que prendeu ex-governador do Rio Pezão: TRF-2 anula sentença de Bretas contra sócios de empreiteira

O TRF-2 anulou no início da tarde desta quarta-feira (1º) uma sentença do juiz federal Marcelo Bretas contra dois sócios da empreiteira JRO Pavimentação, alvos da Operação Boca de Lobo, que surgiu a partir da Lava Jato no Rio de Janeiro. (leia mais abaixo)

Luiz Alberto Gomes Gonçalves e Claudio Fernandes Vidal recorreram à segunda instância alegando que a sentença de Bretas usou um depoimento que não constava nos autos do processo. Um dos advogados da dupla, Alexandre Pontes, comemorou a decisão, uma das raras anulações de sentença no âmbito da Lava Jato.(leia mais abaixo)

Nessa operação, ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão (MDB) foi condenado em primeira instância a 98 anos, 11 meses e 11 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A sentença foi expedida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, em processo aberto a partir das investigações da Operação Boca de Lobo, desdobramento da Lava Jato que levou o emedebista à cadeia em 2018.(leia mais abaixo)

Na sentença, o juiz apontou como agravante a conduta social ‘altamente reprovável’. “A culpabilidade é elevada, pois Luiz Fernando Pezão foi um dos principais agentes nos esquemas ilícitos perscrutados nestes autos e assim agiu valendo-se dos cargos de confiança em que ocupou no Governo Cabral, bem como da autoridade conquistada pelo apoio de vários milhões de votos que lhe foram confiados ao elegê-lo para vice-governador e governador. Mercantilizou a funções públicas obtidas meio da confiança que lhe foi depositada pelos cidadãos do Estado do Rio de Janeiro, razão pela qual a sua conduta deve ser valorada com maior rigor do que a de um corrupto qualquer”, escreveu Bretas.

*Com informações Veja