
Os dois homens presos em Campos nesta segunda-feira (13), na operação desencadeada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), em todo o estado do Rio, para prender envolvidos em crimes de pedofilia, foram enquadrados nos Artigos 241-A e 241-B, sendo um deles liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 2.500. Em todo o estado, dez pessoas foram presas, acusadas de divulgar e armazenar conteúdo pornográfico infantil.
Segundo a polícia, o comerciante M.A.S.A., 37 anos, casado e com filhos, residente do bairro Turf Club, foi enquadrado nos dois artigos, já que, além de ter em seu escritório farto armazenamento de material pornográfico infantil, no momento em que foi dada voz de prisão pelos policiais da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) – responsável pelo cumprimento dos mandados no município – estava enviando esse material pelo seu computador. Assim, M.A.S.A. foi pego em flagrante.
Já na casa do auxiliar de serviços gerais desempregado, R.S.B., 25 anos, solteiro, residente do bairro da Codin, também foi encontrado farto material pornográfico infantil armazenado em computadores e celulares, mas, ao contrário do outro homem, ele não foi flagrado repassando esse material criminoso, estando os computadores desligados. Por isso, foi enquadrado somente no Artigo 241-A, passível de fiança.
O inspetor de polícia, Lenin Bragança, explica os dois homens foram presos, já que ambos armazenavam material pornográfico infantil, o que já caracteriza crime de pedofilia. Mas um deles foi flagrado repassando, outra agravante perante a lei, que não é passível de fiança. “Foram apreendidos nos dois bairros, três celulares, cinco computadores, HD completo, notebook, três pen drives, cartões de memória, vários CDs, entre outros. Todo material será enviado ao Rio de Janeiro”, explica o inspetor de polícia.
Para se ter uma ideia da quantidade do material apreendido nos dois bairros, explica o inspetor de polícia, somente em uma das pastas existiam mais de 10 mil arquivos contando material pornográfico infantil. A polícia não sabe precisar se entre todo o material teria alguma imagem de criança ou adolescente de Campos, podendo ser material capturado em todo o mundo. No entanto, o que se sabe é que a maioria das imagens é de criança, a partir dos três anos de idade.