


(VEJA VÍDEO AO FINAL DAS INFORMAÇÕES) – O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, e as Polícias Civil e Militar deflagraram na manhã desta terça-feira(16) a Operação Verde Oliva para cumprir 34 mandados de prisão temporária e 40 de busca e apreensão contra uma quadrilha suspeita de tráfico de drogas com atuação em Campos. Os mandados foram deferidos pelo Juizo da 1ª Vara Criminal da cidade. A ação acontece em bairros de Guarus, em Campos. Quarenta pessoas foram detidas e 28 pessoas permaneceram presas, além de R$ 17 mil em dinheiro apreendido. O jogador de futebol Yuri Carvalho, 23 anos, do Campos Atlético Associação, é um dos presos.
Segundo a polícia, um homem, que seria o ‘armeiro’, também foi preso. A prisão aconteceu no Parque Imperial. Ele era petroleiro e trabalhava embarcado, e nos dias de folga exercia a atividade de ‘armeiro’. (Veja vídeo AQUI)
De acordo com a representação encaminhada à Justiça, a investigação da quadrilha teve início após a morte do militar do Exército Hugo Soares de Alvarenga, no dia 23 de junho deste ano (Relembre AQUI o crime), que teria sido confundido com um traficante. Com autorização da Justiça, a investigação contou com escutas telefônicas que verificaram que a vítima foi confundida com alguém de uma facção rival e morta a tiros. As escutas também revelaram que o grupo é responsável por diversos homicídios a mando do líder Cassiano Soares da Silva Vicente, vulgo Cotó, que, mesmo preso na Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, ordena mortes de inimigos de dentro do sistema prisional. Outro desses homicídios verificados foi o de Leonardo Felipe, um travesti conhecido por Paolla, segundo as investigações.
Ainda segundo Ministério Público, as apurações também comprovaram, de acordo a representação, os crimes de tráfico e associação para o tráfico praticados pela organização criminosa, em sua atuação na comercialização de entorpecentes e armas de fogo. A quadrilha teria atuação nas localidades conhecidas como Parque Eldorado e Sapo 2. Ainda segundo as investigações, Cotó também definia quais candidatos poderiam fazer carreatas ou campanhas nas comunidades sob seu domínio e atuaria, ainda, pedindo votos a determinados candidatos.
Além de buscas e apreensões nas casas dos suspeitos, os agentes também fazem uma varredura em celas, como a do custodiado Cassiano, que teria acesso a celulares, drogas, internet e até vídeo game. Outro alvo da operação, apontado pelas investigações como participante da quadrilha, é um jogador de futebol do Clube Campos Atlético, Yuri de Carvalho da Silva, vulgo jogador.
O GAECO/MPRJ também requereu ao Juízo o bloqueio das contas bancárias de Cassiano e de sua companheira, Lara de Souza.
Fonte: Redação e MPRJ
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