“Operação Lázaro” contra fraude bilionária envolvendo reativação irregular de banco e oito pessoas são indiciadas

A ação aconteceu em residências de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, e em Botafogo e no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio


  • 06/11/2026, 15h41, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas – Policiais civis da Delegacia de Defraudações (DDEF) realizaram, nesta sexta-feira (06/11), a segunda fase da “Operação Lázaro”, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão no âmbito da investigação referente a um esquema que utilizou a reativação irregular de um banco extinto há mais de 60 anos, para tentar se apropriar de um crédito superior a R$ 2 bilhões. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados, onde agentes arrecadaram R$ 95 mil, além de 6 mil euros e 4 mil dólares. A ação aconteceu em residências de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, e em Botafogo e no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. De acordo com os agentes, oito investigados foram indiciados.

As investigações apontam que, em 2024, um grupo de falsos acionistas teria conseguido restabelecer o registro de um banco que encerrou oficialmente suas atividades em 1964, após processo de liquidação aprovado pelos próprios acionistas. De acordo com as apurações, a medida teria ocorrido mesmo diante de decisões judiciais e manifestações técnicas contrárias à reativação da instituição.O objetivo do grupo seria reivindicar direitos sobre um crédito bilionário relacionado à desapropriação de uma área de aproximadamente 153 mil metros quadrados, localizada no Recreio dos Bandeirantes.

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As diligências revelaram que, após a liquidação da instituição financeira na década de 1960, as ações da companhia deixaram de existir e os ativos remanescentes foram distribuídos entre os então acionistas. Mesmo assim, décadas depois, pessoas que se apresentavam como representantes ou acionistas teriam articulado a retomada do registro empresarial da instituição.

Ainda conforme apurado, a reativação dos registros do banco teve como fundamento uma manifestação fraudada do Ministério Público. A manifestação teria sido redigida por um estagiário da Ordem de Advogados do Brasil (OAB), que representava um dos investigados, por meio da utilização indevida da senha de acesso de uma assessora do órgão.

Em junho deste ano, a DDEF deflagrou a primeira fase da operação, onde arrecadou diversos documentos e materiais utilizados para o aprofundamento das apurações. Nesta sexta, os agentes cumpriram dez mandados de busca apreensão e encerraram a investigação. De acordo com os agentes, oito pessoas foram indiciadas pelos crimes de falsidade ideológica, estelionato, corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa. Entre os indiciados, estão advogados, servidores públicos e dois ex-presidentes de um órgão público.



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