Recém-assumido no cargo de secretário de Polícia Civil do Rio, o delegado Marcus Amim fez as primeiras mudanças em departamentos da corporação. A nomeação saiu no Diário Oficial do Rio na última quinta-feira. Ele substitui José Renato Torres, que pediu exoneração do cargo na quarta-feira. A troca ocorreu após a Assembleia Legislativa (Alerj) aprovar um projeto de lei complementar do governador Cláudio Castro (PL) que muda a lei orgânica da corporação.(Leia mais abaixo)
Veja algumas das mudanças:
- Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP): Até então chefiado pelo delegado Edson Henrique Damasceno, o departamento será assumido pelo delegado Felipe Lobato Curi. Ele esteve à frente do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) até a última mudança, feita há três semanas por José Renato Torres, quando passou para titular Delegacia de Roubos e Furtos (DRF).
- Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE): O departamento agora será assumido por Henrique Damasceno. A área, até esta quinta-feira, era chefiada pelo delegado André Neves, que antes era titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco).
- Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC): Antes chefiado pelo delegado Mauricio Mendonça de Carvalho, o cargo agora passa para a delegada Raissa Maria dos Santos Celles. A vaga até pouco mais de um mês era ocupada por José Pedro Costa da Silva.
- Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB): A direção do departamento, antes ocupada pelo delegado Giniton Lages, passa para o delegado Bruno Cleuder de Melo. Cleuder antes era titular da 22ª DP (Penha).
- Delegacia Antissequestro (DAS): Até então comandada pelo delegado Claudio Luiz Gois da Silva, a especializada agora será chefiada pelo delegado William de Medeiros Pena Junior, que estava na Secretaria de Planejamento e Integração Operacional.
- Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI): O delegado Luiz Lima Ramos Filho assume a titularidade da especializada no lugar do delegado Pablo Dacosta Sartori, que agora chefiará a 26ª DP (Todos os Santos).
- Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF): O delegado Mauro César da Silva Júnior assume a delegacia no lugar de Adriano Marcelo Firmo França, que passa para a Divisão de Capturas da Polícia Interestadual — Fórum Capital (Polinter-DC).
- Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG): A delegacia passa agora para o delegado Willians Batista de Souza. Antes, o titular da unidade era a delegada Ana Carolina Lemos de Medeiros Caldas, que agora assume a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).
Mudança na Lei Orgânica – Com a aprovação do projeto de lei, delegados que estão há 15 anos, em qualquer cargo, na Polícia Civil podem comandar a instituição. Antes, a legislação previa que o cargo fosse ocupado somente por quem tivesse a função de delegado por 15 anos.(Leia mais abaixo)
Amim é delegado da Polícia Civil há 10 anos, mas já está na instituição desde 2002. Antes de ser nomeado secretário, ele estava, desde junho deste ano, na presidência do Detran-RJ. Como delegado-titular, Amim comandou a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e a 27ª DP (Vicente Carvalho).(Leia mais abaixo)
“É um privilégio ser lembrado pelo governador para assumir a Secretaria de Estado de Polícia Civil. Encaro esse desafio com muita tranquilidade e reforço o meu compromisso de combate à criminalidade com todo o rigor que a lei permite”, afirmou Amim, em nota enviada pelo Governo do Estado.(Leia mais abaixo)
Em seu perfil no Instagram, ele postou: “É com grande prazer que comunico que sou o novo secretário de Polícia Civil do Rio. Assumo esse trabalho com muito orgulho e farei o meu melhor como sempre fiz”. O texto é acompanhado pelas hashtags #políciacivil #delegadomarcusamim #secretariomarcusamim.(Leia mais abaixo)
José Renato Torres ficou como secretário menos de um mês. Ele ficou marcado por dizer, no último dia 9, durante a segunda etapa da Operação Maré, que o uso de celulares em presídios pode auxiliar investigações. No entanto, o pano de fundo da troca é político. Sua nomeação, em setembro, já tinha sido contra a vontade de deputados da Alerj, como o presidente Rodrigo Bacellar (PL), que havia indicado outro nome para o cargo. O seu substituto, no entanto, tem o apoio dos parlamentares, sobretudo de Marcio Canella (União Brasil).
Fonte: Extra