Novo PAC injetará R$ 342 bi no RJ; Veja as principais obras para Campos e região

Postado por Fabiano Venancio – O Rio de Janeiro será o estado que mais receberá verbas para obras do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado na capital fluminense pelo presidente Lula (PT). O estado receberá R$ 342,6 bilhões em investimentos, conforme explicou o chefe do Executivo na cerimônia de lançamento do projeto, no Teatro Municipal. O Norte Fluminense será contemplado com obras que irão impactar Campos e outros municípios. As necessidades de cada área foram alocadas em nove eixos do novo PAC. No estado do Rio há investimentos previstos em sete eixos de obras, projetos, serviços e projetos.  
Entre as obras previstas estão o ramal ferroviário ERF 118, que irá cortar 25 municípios, interligando o porto do Açu a algumas das principais rodovias e ferrovias do Brasil, além do porto de Anchieta, no Espírito Santo. Uma parte será construída sobre o leito da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, passado por Campos, sendo uma alternativa importante para a exportação de diversos tipos de cargas, inclusive da Região Centro-Oeste.  (Leia mais abaixo)

A EF-118 é também vista como fundamental para o surgimento de um novo empreendimento: o Porto Central, em Presidente Kennedy, que tem previsão de geração de cerca de 4 mil empregos, empreendimento que irá impulsionar a economia de São Francisco de Itabapoana e o norte do município de Campos.   (Leia mais abaixo)

Para José Bessa Barros, presidente do Movimento Empresarial Sul Espírito Santo e integrante do Comitê Central Sul de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo, a estrada de ferro vai criar uma alternativa de transporte de cargas de forma competitiva, possibilitando operações em navios de grande porte e reduzindo os custos globais. (Leia mais abaixo)

– Para as regiões Sul do Espírito Santo e Norte do Rio de Janeiro, a construção desse ramal propiciará ainda a viabilização de terminais rodoferroviários próximos aos portos, resolvendo gargalos históricos para abastecimento de matérias-primas essenciais para as regiões, como milho e farelo para aves, ovos e suinocultura, calcário para siderurgia e o recebimento e expedição de granitos beneficiados no polo de rochas ornamentais de Cachoeiro do Itapemirim – ponderou Bessa. (Leia mais abaixo)

Outros investimentos direcionados pelo PAC ao Norte Fluminense são 19 novos sistemas de exploração e produção de petróleo e gás natural na Bacia de Campos e de Santos. Só a Petrobras deve investir R$ 323 bilhões. (Leia mais abaixo)

Há ainda recursos que irão implantar os gasodutos 5B e 4C, que, juntos, serão responsáveis por transportar gás produzidos em reservas do pós-sal e do pré-sal das Bacias de Santos e de Campos diretamente para o Tepor, o novo porto de Macaé, que terá também investimentos do Novo PAC. (Leia mais abaixo) 

Ainda entre as obras previstas está a retomada do projeto do gasoduto Rota 3, que fará o escoamento de gás natural do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos até o Comperj, o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. No Complexo, funciona uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN Rota 3). (Leia mais abaixo)

Além da Rota 3, a listagem completa de obras no setor inclui a construção de novas 16 plataformas para Desenvolvimento da Produção de Petróleo e Gás Natural, um coprocessamento na Refinaria Duque de Caxias e de 11 gasodutos interligados em diferentes regiões, assim como mais de R$200 bilhões em obras de transição energética. (Leia mais abaixo)

Na área da educação, o PAC prevê R$ 14,9 bilhões para a construção de novas creches e escolas integrais, assim como para reparos e modernização de institutos e universidades Federais localizados no estado. R$ 2 bilhões serão usados para garantir internet em unidades de educação, além da expansão da rede 5G. (Leia mais abaixo)

Completam o orçamento previsto investimentos de R$10 bilhões em unidades de saúde, R$65,8 bilhões em transporte e R$14 bilhões em defesa. Os investimentos da nova fase do programa serão feitos através de concessões, de obras com empresas estatais e de parcerias com o setor privado. (Leia mais abaixo)

 A previsão é de que a nova fase do projeto conte também com construções em outras áreas. Cerca de R$ 14,8 bilhões serão destinados, por exemplo, a construção de novas moradias do projeto “Minha Casa, Minha Vida” em diferentes regiões do estado. (Leia mais abaixo)

Ao todo, o Novo PAC irá investir R$ 1,7 trilhão nos 26 estados e no Distrito Federal, nos próximos quatro anos. Desse montante, R$ 371 bilhões são recursos do Orçamento Geral da União; R$ 343 bilhões vêm de empresas estatais, como a Petrobras e R$ 612 bilhões são provenientes do setor privado. A previsão é de geração de cerca de 4 milhões de empregos. (Leia mais abaixo)

“O Novo PAC deve ser uma resposta positiva ao baixo crescimento que tem afetado a economia brasileira. Onde o investimento público está à frente, o investimento privado vai atrás. Para mudar esse jogo retrancado e na luta por juros civilizados, o governo anuncia em boa hora investimentos em diversos setores para interromper esse ciclo vicioso e permitir a recuperação da confiança e circulação da renda. Os rentistas de plantão vão reclamar”, afirmou o economista Ranulfo Vidigal. (Leia mais abaixo)

Principais obras contempladas pelo PAC no RJ:
16 novas plataformas para Desenvolvimento da Produção de Petróleo e Gás Natural 
11 Gasodutos Interligados 
1 Gasoduto de Escoamento – Rota 3 
Co-processamento da Refinaria Duque de Caxias 
Moradias do Minha Casa Minha Vida — R$ 14,8 bilhões 
Internet nas escolas e expansão do 5G — R$ 2 bilhões 
Unidades de saúde — R$ 10 bilhões 
Construção de creches, escolas de tempo integral e a modernização e expansão de Institutos e Universidades Federais — R$ 14,9 bilhões 
Transporte — R$ 65,8 bilhões 
Transição energética — R$ 220,7 bilhões 
Defesa — R$ 14 bilhões 
Investimento do PAC por estado:
Acre: R$ 26,6 bilhões 
Tocantins: R$ 57,9 bilhões 
Alagoas: R$ 47 bilhões 
Sergipe: R$ 136,6 bilhões 
Santa Catarina: R$ 48,3 bilhões 
São Paulo: R$ 179,6 bilhões 
Amapá: R$ 28,6 bilhões 
Roraima: R$ 28,6 bilhões 
Rio Grande do Sul: R$ 75,6 bilhões 
Amazonas: R$ 47,2 bilhões 
Rondônia: R$ 29,6 bilhões 
Bahia: R$ 119,4 bilhões 
Rio Grande do Norte: R$ 45,1 bilhões 
Rio de Janeiro: R$ 342,6 bilhões 
Ceará: R$ 73,2 bilhões 
Pernambuco: R$ 91,9 bilhões 
Piauí: R$ 56,5 bilhões 
Distrito Federal: R$ 47,8 bilhões 
Paraíba: R$ 36,8 bilhões 
Paraná: R$ 107,2 bilhões 
Minas Gerais: R$ 171,9 bilhões 
Pará: R$ 75,2 bilhões 
Espírito Santo: R$ 65,9 bilhões 
Mato Grosso do Sul: R$ 44,7 bilhões 
Mato Grosso: R$ 60,6 bilhões 
Goiás: R$ 98,5 bilhões 
Maranhão: R$ 93,9 bilhões