31/03/2016 15h42 | Foto: Supcom
O Programa Municipal de Controle da Tuberculose receberá a gerente de Pneumologia Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ), Ana Alice Bevilaqua, no dia 29 de abril. Município e estado vão falar sobre a implantação do novo aparelho TRM-TB – GeneXpert que Campos receberá nos próximos meses.
A aquisição do equipamento acontece em parceria com Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), pelos excelentes serviços prestados pelo município nos últimos anos. O aparelho realizará Teste Rápido Molecular para Tuberculose, com resultado em 2 horas, em média.
O Xpert MTB/Rif realizado no sistema GeneXpert é um teste molecular rápido para a detecção de tuberculose micobacteriana (MTB) e resistência à rifampicina, com tecnologia avançada. Esse sistema é formado por um instrumento GeneXpert, um computador simples e cartuchos descartáveis. O teste é baseado na metodologia PCR (reação da polimerase em cadeia) multiplex, em tempo real, segundo o secretário de Saúde, Geraldo Venâncio.
Segundo a gerente, o PNCT adquiriu mais 2 equipamentos para serem doados ao Estado do Rio de Janeiro. Um destes foi destinado para o município. “Campos fará o teste para as regiões do Norte e Noroeste, conforme pactuado na CIB (Comissão Intergestores Bipartite)”, afirmou.
– Com o novo teste, vamos melhorar o diagnóstico, a detecção de casos novos de tuberculose, promover a redução do tempo para início do tratamento, identificar precocemente os pacientes com a doença e, consequentemente, reduzir a transmissão e a morbimortalidade da doença, avançando na redução das taxas de incidência – disse o secretário.
De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Charbell Kury, entre os principais benefícios destaca-se a diminuição do tempo para obtenção do resultado, já que a cultura de tuberculose leva um mês para ficar pronta. Além disso, é fácil de utilizar, não demanda muitos recursos de laboratório, consegue identificar as bactérias multirresistentes, diminui consideravelmente os resultados falso-negativos, entre outros.
– É uma revolução. O diagnóstico para tuberculose é feito por meio de várias ferramentas, porém, muitos casos dão falso negativo, principalmente em crianças, dificultando o tratamento. O novo teste não vai substituir a baciloscopia totalmente. Para o acompanhamento do tratamento, continuaremos a realiza-la. Não haverá mudança na rotina de atendimento aos pacientes. Os profissionais de saúde vão solicitar baciloscopia do escarro em duas amostras – explicou Charbell.