A sueca Pia Sundhage, nova técnica da seleção brasileira feminina, será apresentada na terça-feira, na sede da CBF. Com a presença do presidente Rogério Caboclo , a treinadora concederá a primeira entrevista coletiva.
Primeira técnica estrangeira no comando de uma seleção de futebol, Pia chega com a missão de reformular as equipes femininas de futebol, da base ao time principal. No curto prazo, o objetivo principal é daqui a um ano, em Tóquio. Ela será responsável pela iminente renovação do time após os Jogos Olímpicos.
Em abril, a sueca esteve presente num seminário da CBF e deu algumas pistas de como desenvolve o trabalho nos clubes e seleções por onde passou.
-O segredo é unir o time e respeitá-lo, porque eu acredito que eu preciso manter minha personalidade e minha filosofia como técnica e, ao mesmo tempo, respeitar o conhecimento das jogadoras. Porque elas são vencedoras, quem sou eu para mudar isso do dia para a noite. Eu faço com que elas fiquem conscientes sobre a forma como elas jogam e elas precisam ser responsáveis por essa forma de jogar. E aí é a questão de olhar no espelho: é isso que você quer fazer? Isso é bom? Ou é suficiente? E tento falar de uma forma positiva. E mostrar a elas que elas podem ter sucesso. Isso ajuda a trazer a melhor performance para o campo – disse ela, na ocasião.
A sueca já foi eleita a melhor técnica no mundo, em 2012, e ainda subiu no pódio em outros três anos. Ela conquistou dois ouros olímpicos (ambos com os Estados Unidos, em 2008 e 2012) e uma prata (com a Suécia, em 2016), além de um vice-campeonato de Copa do Mundo com as americanas (2011).
Mesmo com o currículo vencedor, a técnica de 59 anos se desafiou em 2017. Deixou a seleção principal da Suécia e assumiu o time sub-17. Acredita que desenvolver a base é a forma mais eficaz para o crescimento das mulheres no futebol. Por isso, a expectativa de que ela reformule toda a categoria.
Fonte: Extra