No Dia Mundial da Hemofilia, Hemocentro esclarece sobre a doença

O Dia Mundial da Hemofilia é celebrado todo dia 17 de abril. Em Campos, o Hemocentro Regional é referência no município em diagnóstico, acompanhamento e infusão de hemoderivados nos portadores da doença. Atualmente, a unidade atende 38 pacientes com hemofilia A e 3 com hemofilia B. Segundo a hematologista Laura Pessanha Duarte, a hemofilia é um tipo de coagulopatia hereditária que não tem cura, mas ultimamente os portadores da doença são capazes de manter uma qualidade de vida melhor devido a um programa desenvolvido pelo Ministério da Saúde, no qual o Hemocentro está inserido como centro infusor.

— O Ministério da Saúde possui o Programa Nacional de Coagulopatias Hereditárias, o qual o Hemocentro está inserido e segue as orientações do órgão federal, que é quem fornece os hemoderivados para todo o país. Apesar de não ter cura, atualmente os portadores da doença têm a possibilidade de ter mais qualidade de vida devido ao avanço deste programa. De 2013 para cá, o Ministério da Saúde tem investido mais no atendimento através da distribuição de hemoderivados — explicou a hematologista.

A doença é identificada através da dosagem do fator de coagulação no sangue. No caso da hemofilia A ocorre deficiência de fator VIII de coagulação, já na hemofilia B é o fator IX que é deficiente. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a prevalência estimada para a hemofilia A é de aproximadamente 1 caso em cada 5 mil a 10 mil nascimentos do sexo masculino, enquanto a hemofilia B ocorre em cerca de 1 a cada 20 mil a 34 mil nascimentos do sexo masculino.

A hematologista Laura Pessanha ressalta que o tratamento ainda depende da doação de sangue, por conta do plasma sanguíneo onde é encontrado o fator de coagulação. “O fator de coagulação necessário ao tratamento é obtido do plasma humano, através da doação sanguínea, ou produzido através de engenharia genética, o que é chamado de fator recombinante”, disse ao ressaltar que o tratamento vai além de medidas profiláticas. “O portador de hemofilia também é acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por fisiatra, fisioterapeuta e outros profissionais. Em alguns casos, também por psicólogos”, concluiu.

Um dos principais sintomas da hemofilia é o sangramento frequente nas articulações e sangramentos atípicos frente a pequenos traumas. Em alguns casos, o portador da doença também apresenta manchas rochas pelo corpo com frequência e sem motivo aparente.