Nildo repudia deputados por ofensas a vereadores

A audiência pública da última sexta-feira (21) na Câmara Municipal de Campos com deputados estaduais para tratar da desordem urbana no município continua a render polêmicas. Na sessão desta terça-feira (24), o vereador Nildo Cardoso (União Brasil) classificou de “teatro” as manifestações e criticou as ofensas proferidas pelos deputados Filippe Poubel (PL), Rodrigo Amorim (PTB) e Alan Lopes (PL) contra vereadores de Campos.  (Leia mais abaixo)

— Como é que se recebe uma visita em sua casa para o cidadão chegar aqui e ofender vereadores desta casa? Como é que vem pra cá chamar de “cagão” vereadores eleitos pela população campista? Eu não queria falar essa palavra, mas foi essa a que ele usou na ofensa. Ele está de brincadeira, de sacanagem — disse. Nildo. (Leia mais abaixo)

— Fica difícil entender como essa equipe vem pra cá, enquanto no Rio de Janeiro, no mesmo dia, 35 ônibus foram queimados. E aquela comissão que esteve aqui é a de Combate à Desordem Urbana. Essa comissão foi pra rua ou estava dormindo? Por que não foram dar suporte aquela população de 1 milhão de pessoas que ficaram sem transporte, tendo que pular pela porta de trás porque colocaram fogo na porta da frente com gente dentro do ônibus?”, continuou. (Leia mais abaixo)

O vereador ressaltou ainda que a situação de pavor no Rio causada pela ação de milicianos se arrasta. “Onde eles estão hoje com 1 milhão que continuam sem transporte no Rio? Por que não estão lá no fogo cruzado? Estou vendo um vídeo com as pessoas sendo transportadas por aquela Julieta, que transporta veículos, com aquele povo todo amontoado correndo risco de vida, sem ter onde segurar, para poder chegar em casa. Aquele que veio aqui para fazer teatro e ofender vereadores de Campos, em pergunto: Tá fazendo o quê, malandro? Procurando punir quem queimou os ônibus e deixou a população sem transporte?”. (Leia mais abaixo)

Vice-líder da bancada governista, o vereador Juninho Virgílio (União Brasil) disse que tentou debater com o deputado Rodrigo Amorim. “Tinha questionamentos a  fazer aos deputados. Não é qualquer dia que temos três deputados aqui na Câmara. Queria debater, perguntar tirar dúvidas, mas fui comunicado que a Procuradoria da Câmara havia indeferido o debate dentro de um Parlamento”, finalizou Juninho.