O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito, em primeiro turno, presidente do Senado com 42 votos. No total, 77 parlamentares votaram na segunda tentativa de votação. Em seu primeiro pronunciamento, após eleição para a presidência do Senado, Davi Alcolumbre adotou o tom conciliador. Ele agradeceu os senadores, com atenção especial a Renan Calheiros e os demais candidatos. “Quero dizer ao Renan Calheiros que ele terá dessa Presidência o mesmo tratamento que todos os partidos devem ter”, disse. “Não tenho inimigos na política, a condição de adversário é passageira”.
Sua vitória em primeiro turno foi viabilizada depois que o seu principal adversário, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), retirou sua candidatura sob a alegação de que a eleição havia sido “deslegitimada” porque senadores reveleram os seus votos durante o pleito.
Esperidião Amin (PP-SC), teve 13 votos, Ângelo Coronel, 8, José Reguffe (Sem partido-DF), 6, e Fernando Collor (PROS-AL), 3 votos. Cinco votos foram registrados para Renan porque ele anunciou sua desistência durante o processo de votação.
Na reta final, três candidatos desistiram da disputa. Major Olímpio (PSL-SP), Alvaro Dias (Podemos-SP) e Simone Tebet (MDB-MS) abandonaram a corrida para concentrar os votos em Davi. Olímpio e Dias argumentaram que a fragmentação acabaria beneficiando Renan e, por isso, aceitaram sair da disputa. Já Simone Tebet registrou sua candidatura avulsa de última hora para poder discursar durante a sessão.
Mas, quando Alcolumbre fez o seu discurso como candidato, ele pediu à senadora que abrisse mão da sua candidatura. Ela aceitou e declarou seu voto para o colega.
Durante a votação, senadores contrários ao voto fechado mostraram a cédula para o Plenário e para fotógrafos presentes na tribuna da Casa ao depositarem seus votos na urna.
Fonte: Terra