Na queda de braço, Neném responde a Nildo Cardoso e o chama de “coronel”

10/05/2016      16h56      |     Foto: Divulgação 
capa10A queda de braço entre os vereadores Luiz Alberto Nenem (PTB) e Nildo Cardoso (DEM) teve mais um capítulo na sessão desta terça-feira na Câmara Municipal de Campos. Os embates entre ambos tiveram recomeço quando os dois parlamentares, que dividem a paternidade pela causa do esporte no Legislativo, travaram nova discussão no plenário.

Desta vez, Nildo, sem citar o nome do colega, ponderou que sua proposta visa apoiar não apenas o Americano, através de convênio, mas também outros clubes profissionais de Campos no futebol que mantém trabalho nas categorias de base, casos do  Goytacaz, Campos Atlético e Rio Branco.

Nildo, que também em momento algum citou Nenem nominalmente, cobrou coerência do vereador do PTB, que teria declarado que faria oposição à prefeita Rosinha Garotinho e mudou de posição depois que seu cunhado, Rogério Quitete, foi nomeado presidente da Fundação Municipal do Esporte.

Cardoso também criticou o atraso de repasses de verbas de R$ 29 mil pela Fundação à Liga Campista de Desportos (LCD), por conta de eventos esportivos realizados na praia do Farol de São Thomé, em janeiro e fevereiro. “Só meses depois que resolveram pagar”, reclamou.

Nenem comentou sobre seu posicionamento politico, os convênios com clubes e o atraso do pagamento à LCD. “Em nenhum momento disse faria oposição. Tive divergências com o governo que entendeu minhas ponderações, a visão que tenho a respeito do esporte e as necessidades dos atletas. E lá está uma pessoa de minha confiança e ainda diretores que aqui se encontram na platéia, que são pessoas que não tenho dúvidas. E coloco a mão no fogo por elas”, afirmou.

O petebista acrescentou ainda que nenhum dos outros clubes apresentou proposta para formalização de convênio com a Fundação, alegando ainda que o repasse dos recursos à LCD não foi efetuado porque a entidade não reunia à época a documentação necessária.

Nildo tratou também de falar sobre irregularidades num contrato que teria sido feito pela Fundação com uma empresa de São Paulo, na época em que a entidade era presidida por Pampa, no valor de R$ 5 milhões. Sobre o episódio, Nenem fez também referência no plenário.

“Quem denunciou essas irregularidades fui eu. Mais uma vez o vereador que me antecede lança mentiras aqui na tribuna. Não vou permitir que um coronel venha para cá me atingir com mentiras”, concluiu.