quarta-feira, 13 de março de 2013 (Foto: Secom)
Vestindo roupas pretas, os jovens iniciaram o percurso por diversas ruas do Centro
Mostrando consciência dos direitos previstos na Constituição, os jovens músicos da Orquestra Municipal de Campos e de todas as orquestras da ONG Orquestrando a Vida participaram de um ato de mobilização na luta contra a perda dos royalties do petróleo, na tarde desta quarta-feira (13). Os cantores do Coro e os bailarinos do Corpo de Baile Municipal, também, participaram da mobilização. Pontualmente às 18h, vestindo roupas pretas, os jovens iniciaram o percurso por diversas ruas do Centro, saindo da sede da Orquestrando a Vida, na Rua Baronesa da Lagoa Dourada.
Durante o percurso, os jovens exibiram faixas que convocam a população a participar da Grande Mobilização em Defesa dos Royalties e da Constituição, a ser realizada nesta sexta-feira (15), às 18h, na Praça do Santíssimo Salvador. Os músicos tocaram surdos, exibindo tarjas pretas em suas roupas, bem como velas, em uma espécie de procissão. Em casas, prédios e empreendimentos comerciais, a população parou para ver e ouvir a mensagem divulgada no protesto.
O cortejo chegou à Praça do Santíssimo Salvador, reunindo os jovens manifestantes que, graças ao trabalho na Orquestra e no Corpo de Baile municipais, administrados pelo Trianon, mudaram a realidade de suas vidas, recebendo profissionalização e colaborando com a renda de suas famílias.
– Com a redistribuição dos royalties, diversos projetos públicos serão prejudicados, muitos deles com suas atividades canceladas. No campo da cultura, Orquestra e Corpo de Baile também serão prejudicados. Estes jovens estão de parabéns, pois estão conscientes dos efeitos que todos os setores irão enfrentar. Fico orgulhoso de ver a união de todos – disse o presidente da Fundação Trianon, João Vicente Alvarenga.
Com o slogan “Tocar e lutar”, os jovens da Orquestrando a Vida mostraram empenho e união. “Não estamos aqui para lutar apenas pela manutenção de nossos projetos. Temos noção da desgraça que vai atingir o Estado do Rio e diversos municípios. Temos que lutar, unidos, por um direito que a constituição nos confere”, disse o diretor da Orquestrando a Vida, maestro Jony William.
A presidente da Oscip Clélia Serrano Dança e Arte (Cesda), também destacou a importância da união: “É uma luta que não tem bandeiras partidárias. Não podemos cruzar os braços neste momento de dificuldade”.
Ao final do ato, todos cantaram o Hino Nacional Brasileiro, interpretado por cantores do Coro Municipal de Campos. Nesta sexta, os músicos e bailarinos estarão unidos, novamente, para participar da grande mobilização, a partir das 16h, em frente à Câmara Municipal.