
(Veja vídeo ao final informações) – Uma operação do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da Justiça Eleitoral, com a participação de agentes do GAP e das Polícias Civil e Militar, denominada “Propaganda Limpa”, apreendeu na tarde desta sexta-feira (27) computadores, celulares e notebooks de 12 pessoas suspeitas de envolvimento em fake news (notícias falsas) na eleição de Campos. A operação foi deflagrada a partir de uma “Ação Cautelar de Busca e Apreensão” do Ministério Público Eleitoral. Em função das investigações de fake news, o MPE também entrou com uma ação de inegibilidade contra a chapa Wladimir Garotinho/Frederico Paes por abuso de poder econômico. Por sua vez, a coligação encabeçada por Wladimir nega que o candidato esteja ligado à uma rede de notícias falsas. (leia mais abaixo)
Os 12 suspeitos que foram alvos da operação desta sexta-feira são ligados, segundo o MPE, a perfis nas redes sociais e outros endereços na internet e fazem parte de “uma rede de apoiadores do candidato Wladimir Garotinho”. Seis deles e os materiais apreendidos foram encaminhados para a 134ª DP/Centro. Após depoimento, os denunciados assinaram um termo e foram liberados. (leia mais abaixo)
AÇÃO DO MPE CONTRA CHAPA – Em Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), na tarde desta sexta-feira, o MPE entrou contra a chapa Wladimir/Frederico por abuso de poder econômico. De acordo com o MPE, Wladimir se utilizou de recursos de campanha para fazer impulsionamento ilícito em sua própria página pessoal do Facebook. Por isso, pede a condenação à inelegibilidade de oito anos. (leia mais abaixo)
De acordo ainda com o pedido apresentado pelo Ministério Público ao juízo da 75ª Zona Eleitoral, “foi verificado haver uma rede de apoiadores do candidato Wladimir Garotinho que estariam publicando, ou melhor, divulgando, como propaganda eleitoral, fatos que sabe inverídicos, em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado, mesmo depois de admoestados pelo Juiz competente”. (Leia mais abaixo)
Em nota, a coligação “Um Governo de Verdade”, encabeçada por Wladimir Garotinho (PSD) e Frederico Paes (MDB), negou qualquer participação no esquema de fake news” (nota abaixo)
INVESTIGAÇÃO DO MPE TEVE INFORMAÇÕES INTERNACIONAIS- Segundo o Ministério Público Eleitoral, a partir de informações internacionais, prestadas pelo Facebook, com sede nos Estados Unidos, identificou perfis e sites que publicavam notícias favoráveis a um candidato e desfavoráveis ao oponente. A partir desses dados, conseguiu identificar as pessoas de Campos que faziam a propagação de notícias falsas em vários endereços na internet. (leia mais abaixo)
NOTA DA COLIGAÇÃO DE WLADIMIR – “A coligação Um Governo de Verdade refuta a tentativa de vincular o candidato Wladimir Garotinho com campanhas de Fakes News. Verifica-se em Campos uma tentativa de criminalizar o debate eleitoral, bem como a livre manifestação de internautas na rede social.
Wladimir Garotinho recebeu mais de 106 mil votos no primeiro turno e lidera as pesquisas de intenção de votos no 2º turno. Portanto, todos os seus eleitores e admiradores são livres para expressar suas opiniões, bem como compartilhar conteúdos em suas respectivas plataformas virtuais. Foi o compartilhamento de um post que afirma que Rafael Diniz apoia o Candidato Caio Vianna, dito pelo Vereador José Carlos que foi considerado fake news, o que toda cidade sabe que não é.
O Brasil vive sob uma democracia, amparada pela Constituição Federal, que assegura o direito de livre manifestação do pensamento e veda a censura. (leia mais abaixo)
O que o adversário postula com essas medidas, pouco antes de um debate que será transmitido pela TV, é criar agendas negativas para desequilibrar o pleito, só que a vontade popular é soberana e mais uma vez triunfará nas urnas no domingo”.
FAKE – Os suspeitos de fake news respondem a processo por crime eleitoral. Uma resolução TSE prevê prisão ou multa para quem divulgar informações falsas ou promover calúnia. Também responde por crime eleitoral aquele que contrata direta ou indiretamente um grupo de pessoas para emitir mensagens ou comentários para ofender a honra ou prejudicar a imagem de um candidato, partido ou coligação.
(*)Texto teve várias atualizações para acréscimo de informações.