Moraes solta desembargador Macário; Bacellar continua preso, mas é transferido

Os dois são investigados por vazamento de informações sigilosas de operação contra o Comando Vermelho


  • 30/10/2026, 21h37, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (30) a soltura do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, investigado por suspeita de vazamento de informações sigilosas de uma operação da Polícia Federal contra o ex-deputado estadual TH Joias, acusado de envolvimento com o Comando Vermelho.

Na mesma decisão, Moraes autorizou a transferência do deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para uma unidade prisional no Rio de Janeiro.

(Leia mais abaixo)

Segundo apurou O GLOBO, Bacellar continuará preso preventivamente. A decisão do ministro altera apenas o local de cumprimento da prisão, e a unidade prisional para a qual ele será transferido ainda não foi definida. TH Joias, por sua vez, também permanecerá preso.

No caso de Macário, Moraes substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte. O desembargador estava preso desde 16 de dezembro de 2025.

Macário é investigado por suspeita de ter repassado informações sigilosas sobre uma operação da Polícia Federal contra TH Joias, apontado pelos investigadores como ligado à facção criminosa Comando Vermelho. De acordo com a investigação, o desembargador teria antecipado detalhes da ação policial a Bacellar, que, por sua vez, teria alertado o então deputado estadual sobre a operação.

A defesa do desembargador nega as acusações e sustenta que não há provas de que ele tenha participado do suposto vazamento. Os advogados contestam, entre outros pontos, a suspeita de um encontro entre Macário e Bacellar em uma churrascaria no Aterro do Flamengo, em setembro de 2025.

Segundo a defesa, um levantamento de antenas de telefonia celular solicitado pela própria Polícia Federal indicaria que os dois não estiveram juntos naquela data. Os advogados afirmam ainda que o desembargador participou de um jantar com amigos em um restaurante no Leblon naquela noite.

(Leia mais abaixo)

Em manifestação divulgada nesta sexta-feira, o advogado Patrick Berriel afirmou que a decisão de Moraes reconheceu a possibilidade de substituir a prisão por medidas menos restritivas.

"Desde o início, a defesa entendia que a prisão era desnecessária, que medidas cautelares eram suficientes. Pleito que foi reconhecido agora pelo STF. Durante a fase de instrução do processo, temos certeza de que iremos provar a inocência do desembargado", afirmou.

Apesar da soltura do desembargador e da autorização para a transferência de Bacellar, as medidas não representam o encerramento das investigações sobre o suposto vazamento de informações da operação contra TH Joias.

Fonte: O Globo



fique bem informado