Moradores da área do hospital de campanha repudiam local de instalação

O hospital de campanha anunciado pelo governo do Estado a ser instalado em Campos para atendimento a casos suspeitos de coronavírus, ainda não se concretizou de fato, mas já está gerando polêmica. A unidade, com previsão de 150 leitos, será instalada em terreno na avenida Nilo Peçanha com extensão até à avenida 28 de Março, área central da cidade, local que moradores das imediações classificam como “sem total estrutura sanitária para receber este tipo de instalação”. Moradores do Condomínio Parque das Palmeiras, vizinho ao terreno, encabeçam uma carta de repúdio, enumerando os contras da localização, área onde estão instalados ainda shopping center, hotéis, edifícios, postos de combustíveis, entre outros.

A carta diz que “a feliz notícia do hospital de campanha”, veio acompanhada de outra, que gerou “imensa preocupação e temeridade pelo caos e danos irreparáveis que pode gerar”. Desta forma, a carta explica que moradores e comerciantes das imediações manifestam irrestrito apoio à instalalção da base hospitalar, mas repudiam o local escolhido para sua instalação.

Entre os pontos contra o hospital de campanha no local está, segundo os manifestantes, o alto risco de contaminação pelo coronavírus das vias de tráfego de veículos e de calçadas por onde trafegam os pedestres, com grande possibilidade de conduzirem o vírus para o interior dos condomínios residenciais, colocando em risco a saúde dos moradores, representados por grande número de pessoas que pertencem ao chamado grupo de alto risco, ou seja, idosos, cardiopatas, diabéticos e outros.

Além do hospital de campanha, Campos também vai contar com um Centro de Combate ao Coronavírus (CCC), que começa a funcionar nos próximos dias, no Hospital Beneficência Portuguesa.

CARTA