Ministro da Defesa do governo Lula será civil, diz Aloizio Mercadante

Mercadante deu a declaração ao conceder entrevista coletiva na sede do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde atua a equipe de transição.
“O presidente [Lula] já disse isso publicamente, que o ministro da Defesa será um civil. Foi no governo dele e será [no novo mandato]”, declarou Mercadante.
O governo Jair Bolsonaro, que assumiu em 2019, também manteve militares à frente do ministério nos últimos quatro anos. (leia mais abaixo)

Governos anteriores
O primeiro ministro da Defesa foi o ex-deputado Elcio Alvares, que comandou a pasta entre 1999 e 2000. Naquele ano, Alvares foi sucedido por Geraldo Magela da Cruz Quintão, então ministro da Advocacia-Geral da União e que permaneceu no ministério até dezembro de 2002, quando acabou o governo Fernando Henrique Cardoso.(leia mais abaixo)

Em 2003, primeiro ano de mandato de Lula, o diplomata José Viegas Filho assumiu o cargo de ministro da Defesa. Filho permaneceu no cargo até 2004, quando foi sucedido pelo então vice-presidente, José Alencar, que chefiou a pasta até março de 2006 e foi sucedido pelo ex-governador da Bahia Waldir Pires.(leia mais abaixo)

Em 2007, no segundo mandato de Lula, assumiu o cargo o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim, que permaneceu na função até agosto de 2011 (já no governo Dilma Rousseff).(leia mais abaixo)

Quando Jobim deixou o cargo, o diplomata Celso Amorim assumiu a função, permanecendo à frente do ministério até 2014, ano em que o ex-governador da Bahia Jaques Wagner assumiu o posto.(leia mais abaixo)

Wagner ficou menos de um ano no cargo e foi sucedido pelo ex-deputado Aldo Rebelo, que seguiu na pasta até maio de 2016, quando a então presidente Dilma foi afastada em razão do processo de impeachment.(leia mais abaixo)

Quando Michel Temer assumiu como presidente em exercício, nomeou o ex-deputado Raul Jungmann para o posto. Jungmann permaneceu no cargo até fevereiro de 2018.(leia mais abaixo)
 
Militares assumem a pasta
Em fevereiro de 2018, o então presidente Michel Temer nomeou como ministro da Defesa o general Joaquim Silva e Luna, primeiro militar a comandar a pasta.
Quase um ano depois, em janeiro de 2019, quando o presidente Jair Bolsonaro assumiu o cargo, Silva e Luna passou a comandar Itaipu e foi sucedido no cargo de ministro pelo também general Fernando Azevedo e Silva, que permaneceu até 2021.(leia mais abaixo)

No ano passado, Azevedo e Silva foi substituído pelo também general Walter Souza Braga Netto, que permaneceu à frente do ministério até março deste ano. Braga Netto concorreu como candidato a vice na chapa de Bolsonaro, que perdeu nas urnas para a chapa formada por Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB).(leia mais abaixo)

Ao deixar o cargo para concorrer a vice de Bolsonaro, Braga Netto foi substituído pelo general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, atual ministro da Defesa. (leia mais abaixo)

Grupo de transição na Defesa
Aloizio Mercadante também informou nesta sexta-feira que o grupo de transição na área da Defesa deve ser anunciada na próxima segunda-feira (21). Segundo ele, será um grupo “representativo para essa tarefa que é o diálogo com as Forças Armadas”.(leia mais abaixo)

“Acho que está muito bem construído o grupo. Pela composição do grupo, pela representatividade, pela estatura das pessoas que vão participar, vai ser uma excelente solução”, declarou.