O município de Campos, por meio da portaria de nº 2.715, publicada no último dia 14 de outubro pelo Ministério da Saúde, teve aprovada sua adesão à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP). O objetivo do programa é garantir à população carcerária o acesso a uma saúde de qualidade. O atendimento médico, psicológico e de enfermagem ocorre dentro das penitenciárias, evitando que os detentos saiam para consultas. (leia mais abaixo)
Segundo o diretor municipal de Atenção Básica, médico infectologista Rodrigo Carneiro, a previsão é a de que o programa esteja em funcionamento nos três presídios de Campos, — Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro, Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, ambos no bairro da Codin, e Presídio Feminino Nilza da Silva Santos, no Centro —, até o final deste ano.(leia mais abaixo)
“Em cada uma das três unidades teremos uma equipe multidisciplinar, formada por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, farmacêutico, técnico de farmácia, psicólogo e psiquiatra para atendimento aos privados de liberdade, que no município gira hoje em torno de 3 mil pessoas”, explicou Rodrigo Carneiro.(leia mais abaixo)
Ele disse ainda que, por ser um programa federal, haverá repasse de verbas para manutenção dos profissionais da Atenção Primária que atuarão nos presídios e aquisição de medicamentos e insumos. Equipes da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) já vistoriaram os presídios a fim de constatar se há espaço físico externo para a realização dos atendimentos, cujo resultado foi positivo, segundo o médico.(leia mais abaixo)
“Estamos agora somando esforços para montar as equipes de trabalho. Por meio dessa parceria entre a secretaria e a SEAP vamos trabalhar juntos para a melhoria do sistema penitenciário existente na cidade, além de garantir uma assistência à saúde de qualidade. Temos um número significativo de pessoas privadas de liberdade em Campos, vivendo de forma insalubre. Com isso pretendemos diminuir a incidência de doenças transmissíveis e fornecer melhor acompanhamento das doenças crônicas”, explicou.
*Fonte: Ascom