terça-feira, 07 de outubro de 2014 – Foto: Saulo Garcez / Campos 24 Horas

Um menor interno do Centro de Socioeducação Professora Marlene Henrique Alves(Novo Degase), situado em Itereré, morreu no final da noite de segunda-feira (6), no Hospital Ferreira Machado (HFM), com suspeita de meningite meningocócica.
Segundo a assessoria do Novo Degase, o menor , de 17 anos, passou mal e recebeu atendimento da equipe de saúde da unidade. Em seguida, foi levado para o Hospital Ferreira Machado.
Diante da suspeita de meningite, o Novo Degase fez contato com a Secretaria de Saúde para providenciar vacinação para os funcionários e internos.
Segundo o Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Hospital Ferreira Machado, o menor deu entrada na unidade nesta segunda-feira (06), às 9h50min, já desacordado. Seu quadro piorou e após exames surgiu a suspeita de meningite, para qual foi medicado. Apesar dos cuidados intensivos, houve piora clínica progressiva que culminou na sua morte às 21h.
O hospital realizou a profilaxia com antibióticos nas pessoas tecnicamente indicadas e notificou a Secretaria de Saúde e o Ministério da Saúde.
Nota da Secretaria de Saúde
A Direção de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, realizou, nesta terça-feira (7), bloqueio epidemiológico contra meningite no Centro de Socioeducação Professora Marlene Henrique Alves (Degase), em Campos dos Goytacazes. Ao todo, 130 pessoas, entre funcionários e internos, que tiveram contato com um adolescente da unidade, acometido pela bactéria meningococo, foram contempladas com a ação de quimioprofilaxia.
Por determinação do vice-prefeito e secretário de saúde, Doutor Chicão, o infectologista e diretor da Vigilância Epidemiológica, Charbell Kury, esteve no local e ministrou palestra para os funcionários do órgão. Ele orientou e tirou dúvidas dos profissionais. O menor, oriundo de Conceição de Macau, apresentou um quadro de meningite meningocócica com meningococcemia, com sintomas de hipotensão, choque, perda de consciência e aparecimento de manchas pelo corpo.
– Os resultados dos exames feitos no Hospital Ferreira Machado (HFM) demonstraram a presença de meningococo, uma bactéria contagiosa, em um ambiente fechado de confinamento. Por isso, fizemos o bloqueio por meio de antibióticos nos internos e funcionários. Mesmo assim, enviamos as amostras do material coletado para o Lacen/RJ (Laboratório Central de Saúde Pública do Rio de Janeiro Noel Nutels) para fazer a contraprova – explicou Charbell.