Wladimir/Arquivo: ‘Me preocupa a chuva que vem aí’

Postado por Fabiano Venancio – O prefeito Wladimir Garotinho (PP) cobrou do reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Raul Palácio, o início das obras de reforma do Arquivo Público Waldir Pinto de Carvalho, em Tocos, na Baixada Campista. Os recursos, da ordem de R$ 20 milhões, foram aportados pelo então presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), André Ceciliano (PT). (Leia mais abaixo)

— Não sei mais o que dizer e confesso que estou até com vergonha quanto ao problema do Arquivo Público Municipal. Já vai fazer quase dois anos que o dinheiro está depositado na conta da universidade, mas nada andou. O que me preocupa é que vem aí mais uma temporada de chuvas, quando corremos o risco de perder os documentos ou ver as paredes caindo. Aproveito a presença da imprensa aqui neste momento para que nos ajude — apelou.  (Leia mais abaixo)

O chefe do Executivo disse ainda que tem buscado viabilizar mais recursos para obras em outros prédios históricos, como o Museu Olavo Cardoso. (Leia mais abaixo)

— Mas quando eu vou em busca de mais verbas, tomo uma porta fechada na cara. Perguntam: “vocês estão com um dinheiro lá há dois anos e não fizeram uso, como quer mais dinheiro? Como você quer reformar uma se ainda não fez a outra obra?” Então eu respondo que o dinheiro não está comigo, mas com a universidade. Se tivesse comigo já teria feito. (Leia mais abaixo)

Wladimir ressalva que não culpa a Uenf. “Não estou culpando a universidade que é uma instituição que tem que ser respeitada em seu todo. Mas seu corpo jurídico ou seu reitor precisam criar condições para começar as obras. Não aguento mais ir a reuniões. Toda vez que a gente comparece dizem que aquela será a última reunião para resolver o problema. Mas não resolvem nada”.   (Leia mais abaixo)

O gestor frisou ainda que, além de Campos, outros municípios receberam a mesma época recursos para reformas em prédios históricos. “Cabo Frio ficou com R$ 10 milhões, mas a obra de lá já começou. A de Campos nunca começa. Até parece ser uma implicância comigo. Se ele tem algum problema político comigo, e não tem por que ter, é obrigação dele fazer porque o dinheiro já está na conta da universidade”. (Leia mais abaixo)

Dos R$ 20 milhões há recursos para digitalização do acervo, disse ainda Wladimir. “Mas nem isso foi feito, o que se pode fazer separado. Já que ele está com problema para fazer a obra física, por que começa então pela digitalização?”, indagou. (Leia mais abaixo)

— É preciso que a obra seja logo realizada porque, além da incidência de chuvas nos próximos meses, temos o risco de um curto circuito ou um incêndio. E aí perdermos documentos históricos. E um povo que não tem registrada sua memória é um povo fadado ao fracasso — finalizou o prefeito.  (Vídeo abaixo)