(Editoral/ Campos 24 Horas) – Nestes tempos de crescimento contínuo dos casos de contaminação pelo novo coronavírus, com a população de Campos assistindo preocupada a internação até de bebês infectados pelo vírus, as cenas de aglomeração na última sexta-feira durante a inauguração de uma unidade da rede de supermercados Super Bom, no bairro do IPS, convidam a uma reflexão: Diante deste cenário de ascensão deste vírus terrível e agressivo, alguns aspectos, como os rigores dos dispositivos e normas de controle para as grandes redes de supermercados, surgem como elementos de abordagem da situação como o principio da isonomia. (leia mais abaixo)
Comparativamente, o quadro da pandemia em Campos ainda não se assemelha à gravidade do quadro calamitoso em que se encontram outras cidades brasileiras. Aqui as taxas de ocupação de leitos de UTI estão num nível razoável, de quase 60%, ainda que em curva ascendente e preocupante. Mas avança assustadoramente o crescimento de pessoas infectadas, assim como a sequência de mortes, que agora atinge pessoas mais jovens, o que sugere suspeita de uma nova variante circulando no município, como concluíram estudos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). (leia mais abaixo)
Porque no mesmo dia pelas redes sociais, internautas em geral, entre eles pequenos comerciantes campistas prejudicados em seus negócios pela economia devastada pela pandemia, reclamavam do tratamento flexibilizado ou menos rígido a alguns grupos e segmentos, em cujas atividades cotidianas são observadas cenas de um verdadeiro formigueiro humano no entra e sai de pessoas. (leia mais abaixo)
No último dia 11, entrou em vigor no município um novo decreto de combate à Covid-19, com o endurecimento de medidas de prevenção e combate ao vírus, alcançando bares, restaurantes e congêneres que só podem funcionar até às 21 horas, proibindo-se atividade de música ao vivo. (leia mais abaixo)
Os cinemas estão proibidos de funcionar, lojas em shoppings e o comércio em geral ficaram com atendimento reduzido em 30% e mediante controle na entrada e observância das “regras da vida”. Academias, clubes e igrejas também estão inseridas nas medidas de controle do coronavírus. (leia mais abaixo)
Mas algumas outras atividades não podem ficar imunes aos rigores dos dispositivos e normas de controle, entre elas os supermercados, que funcionam sem restrição alguma e para onde convergem dezenas de milhares de pessoas todos os dias. (leia mais abaixo)
Este debate precisa ser feito porquanto pertinente, oportuno e necessário. Não basta supermercados disponibilizarem álcool em gel e aferir a temperatura dos clientes. A primeira entre outras medidas deveria ser a restrição da entrada de mais de uma pessoa da mesma família nestes estabelecimentos para evitar aglomerações. O distanciamento social nestes locais é solenemente ignorado, assim como o controle da entrada de pessoas ali se impõe. (leia mais abaixo)
O combate à pandemia não comporta descuidos ou incongruências. As normas restritivas precisam alcançar a todos sem distinção ou privilégios, porque o perigo ameaçador circula no ar, invisível. A negligência é má conselheira quando o clamor nacional ecoa por mais cuidados, enquanto profissionais da Saúde e hospitais acusam sinais de colapso e esgotamento, enquanto uma geração inteira chora devastada pela dor indizível da perda de parentes e entes queridos. (leia mais abaixo)
É preciso restringir agora para não ter que adotar logo adiante o endurecimento de medidas radicais como o lockdown.