Os médicos de Campos entraram nesta terça-feira (03) no 14º dia de greve e, de acordo com o sindicato da categoria, até o momento não houve nenhuma negociação com o governo Rafael Diniz para que termine. Nesta quarta-feira (04), o presidente do Sindicato dos Médicos de Campos, José Roberto Crespo, se reúne com um grupo de vereadores na Câmara Municipal. O objetivo é que eles se envolvam na questão e possam intermediar uma possível negociação e, até mesmo, marcar a reunião com o prefeito que estaria prevista para antes do Carnaval e ainda não aconteceu.
Um dia antes do início da greve, José Roberto Crespo e o Procurador Geral do Município, José Paes Neto, estiveram reunidos no Ministério Público Estadual, quando ficou combinado que seria marcada pelo representante do governo uma reunião da categoria com o prefeito Rafael Diniz, o que até ainda não aconteceu.
– O governo não nos procurou, está tudo parado, na mesma situação. As emergências estão funcionando, mas a parte de ambulatórios está parada, as consultas pré-agendadas – explica José Roberto Crespo.
A estimativa é de que existam município em torno de 1.700 médicos, sendo mais ou menos 500 na emergência e 800 restantes em greve. José Roberto Crespo enumera alguns pontos considerados críticos na área da saúde em Campos, como salários mais baixos da região, péssimas condições trabalho nas unidades de saúde, entre outros.
– O município tem muita dificuldade na questão estrutural dos postos, que estão sucateados e com a situação piorando cada vez mais, fora dos padrões da Vigilância Sanitária e Cremerj na área de atendimento, a partir de constatação de vistorias feitas nos dois hospitais da cidade. Sem falar que o salário dos profissionais médicos daqui que são os mais baixos da região – finaliza José Roberto Crespo.