Médico que fez hidrolipo em mulher que morreu tinha duas passagens pela polícia

O delegado Renato Carvalho, da 27ª DP (Vicente de Carvalho), que investiga a morte da diarista Maria Jandimar Rodrigues, de 39 anos, após um procedimento na sexta-feira (17), disse que o médico que a atendeu, Brad Alberto Castrillón Sanmiguel, tem duas passagens pela polícia – uma delas por ameaça. (leia mais abaixo)
 
Na manhã desta segunda-feira, a Polícia Civil realizou uma perícia na clínica onde médico atendia, em Vicente de Carvalho, Zona Norte do Rio. Os investigadores deixaram o Carioca Shopping, onde fica a clínica, por volta das 12h50.(leia mais abaixo)

O médico, que é colombiano, foi intimado a prestar depoimento nesta segunda e a apresentar as documentações e diplomas que confirmem sua área de atuação como cirurgião plástico. Os demais funcionários da clínica deverão ser ouvidos na terça (21).(leia mais abaixo)

Ele diz que a clínica tinha autorização para que lá fossem realizados pequenos procedimentos.(leia mais abaixo)

A polícia disse também que, na sexta-feira, seria o último dia de atendimento na clínica. O médico estava em busca de um lugar maior, com mais espaço para fazer as cirurgias.(leia mais abaixo)

O g1entrou em contato com a defesa de Sanmiguel sobre as passagens pela polícia, mas ainda não teve resposta.(leia mais abaixo)

Sobre a morte da diarista, o advogado Hugo Novais, que representa médico, disse que seu cliente está colaborando a investigação, que aguarda o resultado do exame de necropsia para se manifestar e que se solidariza com a família da paciente.(leia mais abaixo)
 
O delegado Renato Carvalho também já recebeu o laudo preliminar do IML da diarista Maria Jandimar Rodrigues, de 39 anos, que morreu após uma hidrolipo.(leia mais abaixo)

Segundo o delegado, o legista não conseguiu identificar a causa da morte da diarista, e vai pedir um exame complementar pra saber o que de fato aconteceu com a vítima. Ainda segundo a polícia, caso deve ser concluído em sete dias. -(leia mais abaixo)

O grupo de WhatsApp do médico sofreu uma debandada de pacientes e possíveis clientes após a morte da diarista.
O grupo era restrito, e somente administradores podiam mandar mensagens.(leia mais abaixo)

Pelo canal a clínica postava informações e a tabela de preços para 2022. A TV Globo apurou que os valores pedidos por procedimentos, como abdominoplastia e retirada de pele, estavam abaixo da média do mercado.(leia mais abaixo)

Perícia 
A clínica onde a diarista Maria Jandimar Rodrigues, de 39 anos, fez dois procedimentos de hidrolipo foi interditada no sábado (18).(leia mais abaixo)

Maria Jandimar fez um primeiro procedimento de hidrolipo no dia 10 de dezembro e outro no dia 17 do mesmo mês. Ela não resistiu e morreu após a segunda etapa do tratamento.(leia mais abaixo)

A família de Maria contou ainda que ela fez os exames pedidos pela clínica, antes do procedimento, e que ela gastou cerca de R$ 5 mil no procedimento.(leia mais abaixo)

““Ela fez o risco cirúrgico, o ultrassom que ele pediu também, todos os exames. Ela perguntou: ‘eu preciso levar os exames?’ e responderam que não, que era só mandar por foto, no Whatsapp”, disse Wagner.(leia mais abaixo)

Filha viu mãe passar mal 
Segundo os familiares, ela se sentiu mal entre os dois procedimentos e reclamou de dor, vômitos e boca dormente.
Após esperar pela mãe, Brenda Rodrigues, filha da diarista, a viu passar mal na calçada da clínica.(leia mais abaixo)

“Já estava no chão, em uma cadeira de rodas, na frente. Mas eu não imaginei que era a minha mãe ali no chão. E eu estava a todo momento, assistindo todos os procedimentos”, disse a jovem.(leia mais abaixo)

O médico Brad Castrillon foi levado para a delegacia de Vicente de Carvalho, onde ficou em silêncio e foi liberado após apresentar a documentação da clínica.(leia mais abaixo)

O marido da diarista disse que também tentou saber o que aconteceu.(leia mais abaixo)

“Eu perguntava qualquer coisa para ele, mas ele abaixava a cabeça e não respondia nada”, afirmou o marido de Maria Jandimar.(leia mais abaixo)

A Polícia Civil disse que o local estava com a documentação em dia e que o médico tinha habilitação pra fazer esse tipo de procedimento.(leia mais abaixo)

De acordo com investigadores, o médico apresentou um certificado de cirurgião plástico, que é quem tem autorização para fazer hidrolipo.

*Fonte: G1