Manifestantes que invadiram Câmara são liberados após depoimento à PF

16/11/2016      16h10       |   Foto: Divulgação 
plenario_da_camaraOs manifestantes que invadiram o plenário da Câmara dos Deputados na tarde desta quarta-feira (16) para pedir intervenção militar foram liberados no fim da noite após prestar depoimento à Polícia Federal em Brasília.

A invasão da tribuna da Câmara ocorreu por volta das 15h30 (por volta das 18h30, todos já haviam sido retirados pela Polícia Legislativa).

Durante o protesto, os cerca de 50 manifestantes gritaram palavras de ordem contra a corrupção. Uma participante do ato chegou a cuspir em um dos seguranças da Câmara, o que iniciou um tumulto no local.

Enquanto o protesto ocorria no plenário, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), falou à imprensa, e classificou os manifestantes de “baderneiros”.

Maia disse, ainda, ter determinado ao Departamento de Polícia Legislativa que encaminhasse o grupo à Polícia Federal.

“A partir do momento que pessoas resolveram invadir o Parlamento, resolveram quebrar as dependências do parlamento, entrar no plenário sem autorização, subiram na mesa da diretoria da Câmara, a ordem que eu dei ao diretor do Depol é que todos saiam presos daqui presos e que sejam levados à Polícia Federal, com o apoio da Polícia Federal, porque não vamos aceitar esse tipo de abuso, de agressão. Não há negociação”, disse Maia.

Manifestantes invadem plenário da Câmara e interrompem sessão

Um grupo de manifestantes invadiu o plenário principal da Câmara dos Deputados no início da tarde desta quarta-feira (16) e interrompeu o andamento de uma sessão não-deliberativa da Casa.

Os cerca de 50 manifestantes subiram à mesa da presidência e se recusavam a sair do local. Durante o protesto, eles gritaram palavras de ordem contra a corrupção e a favor de uma intervenção militar no país, como “general aqui”. O grupo também cantou o Hino Nacional durante o protesto.

Uma participante chegou a cuspir em um dos seguranças da Câmara, o que iniciou um tumulto no local.

O primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), e outros deputados foram ao local para tentar negociar a liberação do espaço.

Até as 16 horas, a segurança da Casa ainda não havia conseguido retirar os manifestantes do local.

De acordo com informações da TV Globo, alguns integrantes do grupo se disseram a favor da intervenção no Brasil porque, segundo eles, os deputados federais estão implantando o comunismo no Brasil.

Eles também se dizem contrários a mudanças no projeto de lei das medidas de combate à corrupção. Ainda de acordo com a TV Globo, o protesto foi organizado por redes sociais.

Durante a invasão, uma das portas de acesso ao plenário da Casa foi quebrada pelo grupo.

Toda a imprensa foi retirada do plenário pela Polícia Legislativa da Câmara. Repórteres e cinegrafistas foram retirados, sem que pudessem continuar registrando os procedimentos da Polícia Legislativa.

Além disso, a transmissão da sessão pela TV Câmara foi interrompida enquanto os manifestantes estavam no plenário.

Segundo a assessoria da presidência da Câmara, por enquanto o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) não vai se manifestar sobre a invasão. Ele chegou à Câmara no momento da invasão e foi para o gabinete. De lá, recebia informações e acompanhava os desdobramentos da invasão.