Os campos maduros de petróleo e gás no Brasil, cujas reservas em boa parte estão situadas na Bacia de Campos, sinalizam um aumento na produção após as primeiras vendas de ativos da Petrobras, mas segue na expectativa de aceleração nos investimentos para um crescimento ainda maior nos próximos anos, depois da conclusão dos desinvestimentos maiores da estatal. Após anos de baixa extração em campos de águas rasas, a decisão da Petrobras em vender esses ativos para focar em áreas de águas profundas tem ajudado na mudança do cenário para campos menores. (Leia mais abaixo)
Alterações regulatórias nos últimos anos também favoreceram a entrada de petroleiras pequenas e médias nessas áreas. A produção em concessões não operadas pela Petrobras em bacias maduras – de maior conhecimento geológico – saltou de 4,8 mil barris de óleo equivalentes ao dia (boe/dia) em abril de 2018 para 19,1 mil boe/dia em abril deste ano, dado mais recente divulgado pela agência. (Leia mais abaixo)
Como comparação, a produção total nacional ficou em 3,8 milhões de barris diários no mês, de acordo com dados do boletim de produção da Agência Nacional do Petróleo (ANP). (Leia mais abaixo)
A expectativa hoje está em torno do fim do processo de venda, pela Petrobras, dos polos Bahia Terrestre, Alagoas e Potiguar. Os pacotes incluem ativos que, juntos, têm uma produção média de cerca de 40 mil barris de petróleo por dia (barris/dia), além de 1,6 milhões de metros cúbicos por dia (m3/dia) de gás natural. Os processos foram iniciados em 2020 e atualmente estão na fase de recebimento de propostas vinculantes. (Leia mais abaixo)
Com a lei de 1997, que flexibiliza do monopólio sobre exploração e produção de petróleo e gás natural concedido pela União à Petrobras, abre-se, através de rodadas de licitação promovidas pela ANP, a possibilidade de acesso às atividades de exploração e produção ao capital privado em geral e, também, àquele capital oriundo de pequenas e médias empresas orientadas a esse segmento de atividades. (Leia mais abaixo)
Nesse contexto, várias dessas empresas passam a dedicar-se, mais especificamente, às atividades em campos maduro e áreas com acumulações marginais. Os empreendimentos nestes campos e áreas possuem características técnicas e econômicas que se adéquam a essas empresas de menor porte por necessitarem de investimentos e capacidade técnica, distintos daqueles dos empreendimentos em novas fronteiras exploratórias. (Leia mais abaixo)
No dia 28/12 do ano passado, o Conselho Nacional de Política Energética realizou, em Macaé, o I Workshop do Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos, emque visa estimular o melhor aproveitamento dos recursos petrolíferos em campos marítimos maduros, com uma atenção especial para a Bacia de Campos. (Leia mais abaixo)
Em passado recente a produção dos campos do pós-sal offshore, principalmente da bacia de Campos, já foram responsável por mais de 90% da produção nacional. (Leia mais abaixo)
O Promar terá moldes similares buscará estender a vida útil de campos marítimos, de custos marginais do pós-sal, gerando assim empregos no setor e a ampliação e manutenção da indústria de bens e serviços. (Leia mais abaixo)
O presidente da EPE (Empresas de pesquisas Energéticas), Thiago Barral, disse que Promar tem a vantagem de atrair novos agentes. Segundo ele, “esses campos maduros de petróleo em outros países são valorizados”.
Fonte: jornal Valor Econômico