Madonna no Rio: Show com músicas de todas as fases

Madonna se prepara para o fim da turnê em que celebrou seus 40 anos de trajetória na música, na Praia de Copacabana, no Rio, neste sábado (4).(Leia mais abaixo)

O show, que promete ser um espetáculo, é dividido em sete atos, com 26 músicas que passam por todas as fases da carreira da artista.(Leia mais abaixo)

Nos shows anteriores desta turnê, Madonna cantou músicas que não são necessariamente as favoritas do público. Faixas como “Like a virgin”, “Material girl” e “Papa don’t preach” ficaram de fora, dando espaço a outras menos ouvidas como “Everybody” e “Mother and Father”.(Leia mais abaixo)

Com base nas setlists anteriores da turnê, o g1 fez um ranking do provável repertório deste sábado. As categorias são cinco: Flopada, Passável, Quase lá, Ótima e Icônica.(Leia mais abaixo)

Como critérios, a lista considera qualidade musical, análise crítica e relevância (na turnê e na carreira de Madonna).(Leia mais abaixo)

‘Nothing Really Matters’: Quase lá
Parte do álbum “Ray of light” (1998), a música aborda as mudanças na vida da cantora depois do nascimento da filha, Lourdes.(Leia mais abaixo)

Apesar da inspiração por trás da composição, a faixa nem é destaque no disco, nem a melhor escolha para abrir um mega espetáculo como este.(Leia mais abaixo)

‘Everybody’: Passável
Foi o primeiro single da Madonna. Lançado em 1983, é dançante e logo de cara mostra o poder vocal da cantora.(Leia mais abaixo)

É uma música legal e vale estar na setlist. Mas não é tão marcante quanto outras faixas que virão a seguir.(Leia mais abaixo)

‘Into the groove’: Quase lá
Também da leva do início da carreira de Madonna, a música foi feita para a trilha do filme “Procurando Susan Desesperadamente”. Ela fez um relativo sucesso e chegou a ser regravada, por exemplo, pelo Sonic Youth. Mas não chega a ser uma das melhores desse período.(Leia mais abaixo)

‘Burning up’: Ótima
Assim como “Everybody”, a música lançou em 1983, porém é bem mais envolvente e sexy. A faixa tem uma cadência temporal muito bem demarcada. Com um quê de rock, traz sussurros, gemidos e solos de guitarra.(Leia mais abaixo)

Ótima escolha para quem quer ir à academia, dançar na noite, ou suar de outras formas.(Leia mais abaixo)

‘Open your heart’: Ótima
Do álbum “True Blue”, de 1986, esse é um grande marco na carreira de Madonna e chegou ao topo das paradas na época de lançamento.(Leia mais abaixo)

De pegada bem pop, a música é ótima para dançar e tem um refrão bem chiclete.(Leia mais abaixo)

‘Holiday’: Quase lá
Madonna volta para a primeira fase da carreira com esta música, bem mais contagiante.(Leia mais abaixo)

Faz sentido estar no show e até merecia um espaço mais no topo. Na época do seu lançamento, não chegou a ser um grande hit, mas tempos depois se tornou o sucesso que é até atualmente.(Leia mais abaixo)

Live to tell: Ótima
Outra música do “True blue”, esta é uma das melhores baladas da cantora e chegou até o topo dos charts.(Leia mais abaixo)

Aqui, ela mostra que não se trata apenas de uma cantora de música pop dançante, mas também de uma compositora de músicas mais densas.(Leia mais abaixo)

Like a prayer: Icônica
Talvez este seja o primeiro grande momento da apresentação.(Leia mais abaixo)

Com o lançamento de “Like a Prayer”, em 1989, Madonna mostrou seu amadurecimento e impressionou. Ambiciosa, a faixa mescla rock, pop e gospel, numa letra que une temas sexuais e religiosos.(Leia mais abaixo)

A música, que tem Prince na guitarra, chegou em primeiro lugar nas paradas. Considerado controverso, o videoclipe foi condenado pelo Vaticano.(Leia mais abaixo)

Erótica: Passável
Esta faz parte da fase em que Madonna mostrou que, mesmo sendo alvo de críticas ácidas, continuaria explorando temáticas sexuais.(Leia mais abaixo)

Na música, de 1992, ela esbanja habilidades vocais e é elogiada. Para esta apresentação, a presença de “Erotica”, no entanto, não vai além do passável.(Leia mais abaixo)

Justify my love: Quase lá
Quando a faixa surgiu, em 1990, Madonna já tinha se tornado a maior artista da época.(Leia mais abaixo)

A música é uma colaboração da cantora com Lenny Kravitz e Ingrid Chavez e foi um sucesso comercial, com direito a clipe censurado na MTV. Mas aqui, na apresentação, ela não chega a ser um grande momento.(Leia mais abaixo)

Hung up: Icônica
Em “Hung up”, Madonna consegue fazer o que ela faz de melhor: trazer referências do passado e transformar em música moderna e envolvente. Aqui, a artista retoma a disco music, com influências de Abba e Giorgio Moroder.(Leia mais abaixo)

Além de ser considerada uma das melhores canções de dance, a faixa fez Madonna conquistar uma nova legião de fãs, formada por gerações mais jovens.(Leia mais abaixo)

Com sons de relógio, a faixa tem uma harmonia crescente que explode no (envolvente) clímax.(Leia mais abaixo)

‘Bad girl’: Ótima
Esta é uma música que foi subestimada no trabalho de Madonna. No entanto, a faixa apresenta a Madonna completa: voz habilidosa e composição mais profunda.(Leia mais abaixo)

‘Vogue’: Icônica
Definitivamente, vai ser um dos pontos mais altos do show. Com sonoridade que faz uma mescla entre elementos do house e da disco music, a faixa de 1990 foi responsável por alçar Madonna para a posição de maior artista do mundo.(Leia mais abaixo)

A música faz referências à dança voguing e à cena cultural de Nova York das décadas de 1980 e 1990, principalmente de quando ela chegou à cidade. Ela também faz menções a estrelas admiradas no mundo da moda, e se tornou um hino deste mercado.(Leia mais abaixo)

‘Human Nature’: Ótima
A música também faz parte do pacote erótico da cantora, lá do início dos anos 1990. Bem humorada, vestida de dominatrix, ela abre espaço para falar que liberdade sexual serve para todo mundo.(Leia mais abaixo)

Uma afronta a valores conservadores e sexistas, algo ainda incomum na época.(Leia mais abaixo)

‘Crazy for you’: Flopada
“Crazy for you” tem até um instrumental bacana, mas que demora para chegar. E quando aparece, termina rápido.(Leia mais abaixo)

Ou seja, no meio de tanta música legal, esta poderia ser trocada por outro hit.(Leia mais abaixo)

‘Die another day’: Flopada
Foi uma música feita para um dos filmes da saga protagonizada pelo personagem James Bond, o 007. A faixa tem um vocal legal, porém, é repetitiva e cansativa.(Leia mais abaixo)

Sem legado, é dispensável para este setlist.(Leia mais abaixo)

‘Don’t tell me’: Quase lá
No álbum “Music”, lançado em 2000, Madonna explora a sua veia country e folk. E esta música representa bem esta fase.(Leia mais abaixo)

A faixa é legal e faz sentido estar no set, mas não está entre seus grandes sucessos.(Leia mais abaixo)

‘Mother and Father’: Flopada
Alguém se lembra desta música? Bem, ela é uma faixa do álbum “American life” e tem uma temática muito importante: é uma homenagem da cantora para a sua mãe, que morreu quando ela ainda era pequena.(Leia mais abaixo)

No entanto, está longe de ser uma música que pegou ou que chegou a ser trabalhada. Ela facilmente poderia ter sido substituída.(Leia mais abaixo)

‘Express yourself’: Passável
A música mistura o dance com as batidas do deep funk, fala sobre empoderamento e menções aos seus relacionamentos amorosos.(Leia mais abaixo)

A faixa é boa, mas não chega a ser um ponto de destaque no set.(Leia mais abaixo)

‘La Isla Bonita’: Ótima
De 1986, La Isla Bonita é uma das músicas em que Madonna explora as sonoridades latinas. A música tem suingue sensual e chegou a ser oferecida para Michael Jackson. Que bom que ela decidiu gravar.(Leia mais abaixo)

‘Don’t cry for me Argentina’: Flopada
De fato, é uma música importante para a carreira de Madonna. Faz parte do filme “Evita”, musical sobre a primeira-dama da Argentina, e que a cantora batalhou muito para conseguir. Foi, realmente, um dos marcos de sua trajetória.(Leia mais abaixo)

Contudo, não faz sentido nesta apresentação, que é justamente projetada para ser emblemática, em vez de nichada(Leia mais abaixo)

Além disso, a mistura de estilos tão diferentes é esforçada, mas não funciona na prática, soando repetitiva e confusa esteticamente.(Leia mais abaixo)

‘Bedtime story’: Passável
Esta foi uma parceria com Björk e apresenta Madonna em sua fase mais experimental, com house e tecno. Chegou a bombar nas baladinhas dos anos de 1990 e influenciou seu trabalho seguinte, “Ray of light”.(Leia mais abaixo)

Experimental e, consequentemente, pouco comercial, a faixa não extrapolou a bolha dos fãs da cantora. E talvez por isso, acabou não criando nenhum legado na carreira da artista.(Leia mais abaixo)

É dispensável para a turnê.(Leia mais abaixo)

‘Ray of light’: Icônica
O disco em si já é um marco na trajetória da Madonna. Das cinco indicações que o trabalho recebeu no Grammy, levou três.(Leia mais abaixo)

Ágil e envolvente, ela brinca com vocais alinhados às batidas. O resultado é tão interessante que é possível sentir a voz dela vibrando no corpo.(Leia mais abaixo)

‘Take a bow’: Icônica
É mais uma balada de batidas lentas. A cantora foi explorar o pop da pegada de rádio, mas não deixou a sensualidade de lado.(Leia mais abaixo)

Com elementos do R&B, ela pisou em terrenos próximos a Toni Braxton, por exemplo. É um bom exemplo das suas facetas.(Leia mais abaixo)

‘Bitch, I’m Madonna’: Flopada
Esta foi uma tentativa de Madonna de inovar. E faz sentido ela fazer isso, já que Madonna é a rainha do pop. Mas não funcionou tão bem aqui: soou plástico demais e cansativo.(Leia mais abaixo)

Ela se esforçou e flertou até com o rap, mas não deixou nenhuma marca.(Leia mais abaixo)

‘Celebration’: Ótima
Esta é uma ótima música para encerrar a turnê com a temperatura lá em cima.(Leia mais abaixo)

A faixa é um “clássico Madonna”, tem dance, house, pop com pegada de “Vogue” e europop. Dá a sensação de que a plateia vai sair de lá direto em clima de catarse. Ótima escolha.

Fonte: G1