Macaé se prepara para a retomada de crescimento

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014   –   Foto: Divulgação
Retomada_1Com olhos voltados para 2016, Macaé já se prepara para a re­tomada de seu cresci­mento com bases na indústria de Óleo e Gás. Para isso, in­vestimentos estão sendo fei­tos pela gestão municipal em diversas áreas, especialmente, em infraestrutura e mobilida­de urbana. Há dois anos, a Pe­trobras iniciou uma política de revisão de contratos visando o pré-sal. Essa estratégia foi am­pliada após a Operação Lava Jato da Polícia Federal, para apurar a suspeita de lavagem de mais de R$ 10 milhões que, por sua vez, motivou a descon­fiança de investidores estran­geiros. Isso, somado ao fato do atual estágio, o de produção, gerar um número menor de empregos do que o de perfu­ração, acabou aumentando a quantidade de ações trabalhis­tas de 2013 para 2014 em cerca de 1,2 mil.

No cartório da Segunda Vara da Justiça do Trabalho, das mais de 14 mil ações tra­balhistas, mais de 8 mil foram requeridas pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Flumi­nense (Sindipetro) e se refe­rem a ações de trabalhadores que estão empregados na Petrobras. Apesar da grande maioria dos processos não ser de desempregados, verifica­-se um aumento de mais de mil ações vinculadas a demis­sões. A expectativa da gestão municipal é que com a já ini­ciada retomada das rodadas de licitação para a perfuração de poços, interrompidas por cinco anos pela Petrobras, a necessidade de mão de obra volte a crescer.

De acordo com o secretá­rio de Indústria e Comércio, Vandré Guimarães, a cida­de demorou 40 anos para se estruturar para o petróleo. “Esse diferencial de Macaé é o que a coloca em evidência em relação a outros municí­pios para que o país se torne competitivo, especialmente, em relação a novos produto­res, como México e Angola. Há um vasto conhecimento sobre o setor retido em Ma­caé e investimentos públicos e privados para o suporte da indústria de petróleo e gás, que projeta a cidade e o país. Por isso, reforço que as ques­tões do setor vão além das discussões sobre a Petrobras e sobre os royalties”, disse.

É com o foco nos investi­mentos em infraestrutura que o município se prepara para uma mudança de fase do setor Offshore a partir de meados de 2016. A atual gestão está trabalhando na etapa pré­-licitação da Estrada de Santa Teresa, que será base da infra­estrutura de acesso interno, e ainda atua para desafogar a Rodovia Norte-Sul, já pro­duzindo progressos no fluxo de veículos. Quanto ao aces­so externo, já aconteceram três reuniões com o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, para adequação do aeroporto e periódicas com representantes da Infraero. O objetivo é a ampliação e o reforço da pista para atender ao transporte de carga (Porto Seco), a separação de pistas de avião e de helicóptero e ainda a ampliação da área de circulação de passageiros.

Somam-se a esses esfor­ços da gestão municipal: a mobilização da população em duas audiências públicas para a implantação do Termi­nal Portuário de Macaé (Ter­por), no bairro São José do Barreto, a aceleração dos pro­cessos de licenças municipais e o empenho para agilizar as etapas junto ao Instituto Es­tadual do Ambiente (Inea). O governo atua na fase de capi­tação de informações para a elaboração do termo de refe­rência para o Estudo de Via­bilidade Técnica do Terpor, que será executado no pró­ximo ano. A previsão é que o terminal esteja em funcio­namento a partir do segundo semestre de 2016.

Macaé também tem re­forçado as parcerias para ca­pacitação profissional junto ao Centro de Educação Tec­nológica e Profissional da prefeitura de Macaé (Cetep) – já certificado pela Petro­bras – ao Sebrae e ao Senai. Além disso, investe na des­burocratização dos processos para instalação de empresas, por meio do novo Portal de Licenciamento; apresenta mensalmente informativos aos empresários com dados e notícias atualizados sobre o município, além de injetar R$ 25 milhões em saneamento, apenas na área do Parque de Tubos. Outros investimentos também se baseiam nessa expectativa de reorganiza­ção do setor de petróleo e geração de novos empregos, como o para dobrar a capa­cidade do Hospital Público Municipal (HPM).