Um passo importante foi dado no sentido de que o heliporto da Petrobras permaneça no Farol de São Thomé. Durante a sessão da Câmara desta terça-feira (03), os vereadores aprovaram por unanimidade um requerimento do vereador Igor Pereira para que o governo Rafael Diniz saia da inércia e renove junto à Petrobras a permissão de uso do heliporto. Igor também lidera o movimento pró-heliporto e conseguiu reunir ontem inúmeras lideranças em um clube do Farol (aqui) para lutar pelo heliporto, visto que o governo municipal não tem se posicionado.
“Fizemos uma reunião que considero histórica, reunindo várias lideranças políticas, empresariais e comunitárias. O prefeito Rafael Diniz tem sido inerte e covarde, mas o povo unido e esta Câmara não vão deixar isso acontecer. O heliporto foi uma grande conquista para Campos, gera 600 empregos e vai continuar no Farol”, destacou Igor Pereira.
IGOR COBRA A DINIZ
Antes do recesso de Carnaval, o vereador Igor Pereira protocolou, no gabinete do prefeito, ofício com assinatura de vereadores de Campos, requisitando que renove a cessão de uso do heliporto na localidade de Farol de São Tomé. Igor Pereira afirmou que até o momento não obteve resposta, mas que ainda aguarda um parecer do governo e que seja favorável, indo de encontro ao que o campista mais quer hoje.
No final de janeiro o vereador também esteve reunido com o diretor executivo de Relações Institucionais da Petrobrás, Roberto Furlan Ardenghy, para discutir a questão do heliporto do Farol. A audiência foi solicitada pelo deputado federal Hugo Legal (PSB), que esteve presente, assim como o deputado federal Wladimir Garotinho (PRP).
– A Petrobrás quer continuar no Farol, renovando a permissão que tem desde os anos 90. Aguarda uma posição da Prefeitura para resolver a questão, inclusive, com ganhos para o próprio município. A reunião foi, portanto, hiper reprodutiva. Vamos pressionar a Prefeitura para não criar mais obstáculos à renovação da permissão – disse Igor Pereira.
O PROBLEMA – Se realmente houver licitação para o Heliporto do Farol, a partir daí a Petrobras fica obrigada a negociar diretamente com a empresa que vencer a licitação, o que poderá aumentar o custo operacional para a Petrobras. Isso, no entanto, poderá tornar inviável a permanência da estatal na localidade, gerando prejuízo econômico em Farol de São Tomé e adjacências.