Lideranças em Campos na expectativa do União Brasil, bilionário novo partido

Com um robusto fundo eleitoral em torno de R$ 1 bilhão, o União Brasil, partido que acaba de ser criado com a fusão entre o PSL e o DEM para uma terceira via contra Jair Bolsonaro e Lula nas eleições de 2022, é aguardado com expectativa por lideranças do campo conservador em Campos. Presidente local do PSL, o vereador Nildo Cardoso, no entanto, reitera sua posição de apoiar a reeleição do atual presidente da República na disputa do próximo ano, assim como a de Felício Laterça para a Câmara Federal.  (leia mais abaixo)

“Não acredito que o novo partido será esta terceira via. Creio, sim, que as principais lideranças e os deputados do PSL, como Felício Laterça, irão apoiar a reeleição de Bolsonaro. E no DEM, como um partido também conservador, há muitos deputados que estarão com Bolsonaro. Então, se há alguém com esta com pretensão desta terceira via, acredito que não terá êxito”, analisou. (leia mais abaixo)

Nildo Cardoso aposta que Bolsonaro, pelo êxito na produção de grãos e os resultados na balança comercial e ainda por contar com apoio dos segmentos da Igreja Católica e Pentencostal, estará no segundo turno. Logo, aposta na reeleição do presidente da República e descarta uma terceira via. (leia mais abaixo).

Outro fator que pode fazer com que Nildo deixe o PSL é se o grupo do ex-governador Anthony Garotinho migrar para o partido.

Outro que também pertence ao PSL na Câmara Municipal de Campos é o vereador Bruno Viana. O DEM conta também com Marcione da Farmácia no Legislativo. (leia mais abaixo)

Ainda no Legislativo local, o DEM conta com o vereador Rogério Matoso (DEM). O Campos 24 Horas entrou em contato com a assessoria dos dois vereadores mas não obteve retorno. Outro político que pertence aos quadros do DEM é o ex-deputado Eber Silva, que concorreu às últimas eleições como candidato a vice-prefeito na chapa do médico Bruno Calil (SD).    (leia mais abaixo)

Mas o novo gigante partido está mesmo dividido em seu nascedouro. No Rio , o presidente estadual do DEM, deputado federal Sóstenes Cavalcanti, se rebelou contra a possibilidade de o novo partido vir a ser comandado no Rio pelo prefeito de Belfort Roxo, Wagner Santos Carneiro, o Waguinho. Outros 12 deputados federais do PSL estariam dispostos a acompanhar Sóstenes. (leia mais abaixo)

Diante da insurgência coletiva, uma outra saída  está sendo cogitada para presidir o partido no Estado. Os nomes postos na mesa são Juninho do Pneu (DEM) ou Delegado Furtado (PSL).  (leia mais abaixo)

O cenário está turno. Quase metade da bancada federal fluminense do partido que elegeu Jair Bolsonaro em 2018 só quer permanecer na nova legenda se o candidato a presidente for, de novo, o capitão. (leia mais abaixo)

Helio Lopes, Márcio Labre, Carlos Jordy, Chris Tonietto e Daniel Silveira já deixaram essa posição bem clara. (leia mais abaixo)

O problema é que os caciques Luciano Bivar (presidente nacional do PSL) e ACM Neto (do DEM) já bateram o martelo: o União Brasil terá a sua própria opção à Presidência da República. (leia mais abaixo)

Entre os possíveis candidatos, Rodrigo Pacheco e Luiz Henrique Mandetta(pelo DEM, José Luiz Datena, (pelo PSL). (leia mais abaixo)

RACHA NACIONAL – No plano nacional há também um “racha”. Quatro em cada dez deputados federais do PSL pretendem deixar o partido após a fusão com o DEM, que resultou na criação do União Brasil. Em levantamento feito pelo jornal O Globo com os 54 parlamentares do PSL na Câmara, 23 deles (42,6%) disseram que sairão do partido; outros 16 afirmaram que seguirão na legenda, 6 estão indecisos e 9 não responderam. (leia mais abaixo)

A fusão do DEM com o PSL poderá formar o maior partido do país, ao menos em números na bancada da Câmara e valores do fundo partidário: 81 deputados federais, sete senadores, três governadores.(leia mais abaixo)

“É óbvio que o nosso desejo é que o novo partido nasça como o maior e o mais importante do Brasil, não apenas em número de parlamentares, mas em governadores para 2022, e a possibilidade de ter um projeto nacional próprio. Mas a prioridade do partido será lançar um candidato a Presidência da República”, afirmou ACM Neto.(leia mais abaixo)

PERFIL – O cientista político Paulo Baía, traça um perfil da nova legenda. “Trata-se de um partido de direita, organizado, tradicional, com mais de 80 deputados federais, muitos prefeitos, muitos governadores, presença nos 26 estados e no Distrito Federal, dinheiro do fundo eleitoral, dinheiro do fundo partidário e tempo de televisão, além de acesso às redes digitais e de smartphone, não pode ser descartado como poderoso. A União Brasil vem para ser oposição às campanhas de Jair Bolsonaro e Lula em 22 e eleger a maior bancada de deputados federais e governadores em estados estratégicos”, analisou.