Líder analisa governo Wladimir, contas de Rosinha, Bacellar, Fábio e CPIs

Ao contrário do governo anterior, o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) tem compromisso com a redução da maior chaga da história brasileira: as desigualdades sociais. A avaliação é do vereador Álvaro Oliveira (Pros), designado líder do governo na Câmara Municipal de Campos. Em entrevista exclusiva ao Campos 24 Horas, ele analisa as perspectivas do Legislativo neste início de ano e os horizontes que se abrem com o novo governo e as  investigações que serão feitas por três CPIs. Destaca a postura do atual presidente do Legislativo, Fabio Ribeiro, a quem se refere como um homem público “com grande sensibilidade política”. Oliveira ainda analisa o desempenho dos atuais vereadores e fala a respeito do único vereador que faz oposição ao governo na Câmara: “ele entra sempre numa questão pessoal”. Outras questões importantes são abordadas nesta entrevista, como a reviravolta no caso das contas da ex-prefeita Rosinha, um projeto que dá maior autonomia à Procuradoria Geral do Município, entre outros. Advogado, Álvaro Oliveira, 57 anos, membro da família do atual prefeito e do ex-governador Anthony Garotinho, enfatizou que o tormento das camadas populares tem se agravado ainda mais com a pandemia da Covid 19. (leia abaixo a entrevista completa de Álvaro Oliveira)  

 — A grande diferença está aí. Wladimir colocou os pobres no Orçamento. Já está fazendo isso porque o Restaurante Popular vai ser inaugurado ainda este ano. Antes, o descaso com as camadas populares era a marca do governo passado. A primeira medida que o ex-prefeito Rafael Diniz tomou foi desmontar os programas sociais. O atual governo está resolvendo os problemas herdados pela gestão anterior, como a quitação dos salários atrasados do funcionalismo, mas vai avançar logo com conquistas sociais importantes — declarou Álvaro. (leia mais abaixo)

“Vamos reativar, sim, os programas sociais, e outras coisas virão para amenizar o sofrimento dos mais pobres,  uma situação mais ainda complicada neste período de pandemia. E a Câmara está em sintonia com este momento de reconstrução de Campos, que começa por políticas públicas de redução destas desigualdades, mas também através de programas de geração de emprego e renda com projetos importantes na área do desenvolvimento econômico. O governo tem dialogado com todos os setores da sociedade”, disse.  (leia mais abaixo)

Alvaro Oliveira atribuiu nota 10 a Wladimir, 8 ao governo. “Eu considero que Wladimir tem boa aprovação como gestor. Ele se mostra sensível nas questões da cidade, tanto quando conversa com empresários como com as camadas populares. Não se furta a dialogar, vai para as ruas conversar com as pessoas, não foge do problema. Dou 10 ao gestor público. Ao governo daria oito porque há problemas deixados pela gestão anterior, mas que ele está equacionando, por isso com ótimas perspectivas de que esta nota chegue a nota máxima. As coisas irão andar com mais celeridade”, destacou. (leia mais abaixo)

  Álvaro Oliveira estabelece uma comparação entre a atual e a anterior legislatura. “A Câmara hoje tem elevado índice de renovação, são vereadores jovens, mas muito dedicados e atuantes. Tenho observado esta legislatura com um trabalho extremamente positivo. Os vereadores, talvez até por serem iniciantes, querem dar o melhor de si e tem se dedicado bastante ao cumprimento de seus mandatos. Na legislatura passada, eu era oposição e observava que os vereadores da situação nem liam antes o que era levado ao plenário. Hoje a situação é diferente. E os vereadores sabem que votar contra um projeto simplesmente por ser oposição ao governo, pode ser um tiro no pé, ele vai ficar mal com a população”, analisou. (leia mais abaixo)

FÁBIO, OPOSIÇÃO E CPIs – Dentro deste contexto, Álvaro Oliveira ressaltou a postura do presidente do Legislativo, Fábio Ribeiro (PSD). “O Fábio Ribeiro tem grande sensibilidade política, ele dialoga com todos, busca atendê-los na medida do possível. Antes, vereadores ficavam à espera durante semanas e até meses com projetos que sequer eram levados ao plenário. Não pode ser assim. Se houver um projeto que contribua para o bem da coletividade, tem que ser discutido e votado. É o que estamos vendo hoje acontecer”, acrescentou Álvaro. (leia mais abaixo)     

Ainda sobre a composição atual da Câmara, Oliveira analisa que não gostaria de rotular os vereadores por suas posições políticas. “Eu entendo que ali fomos eleitos para representar os mais de 500 mil habitantes de Campos. Acho uma coisa muito segregadora rotular alguém como sendo da bancada governista, de oposição ou do bloco independente. Entendo que este rótulo desconsidera quem foi eleito para votar em projeto que favoreça o bem comum. E que não ajuda neste momento de reconstrução do município”, opinou.  (leia mais abaixo)

Entretanto, se não há uma oposição com postura sólida no Legislativo, no enfrentamento ao atual governo, há um vereador que se posiciona como ferrenho antagonista na Câmara, caso de Marquinhos Bacellar (SD), que tem explorado os embates entre a família dele e do ex-governador Anthony Garotinho. (leia mais abaixo)

— Respeito o vereador Marquinhos Bacellar, mas ele entra sempre numa questão pessoal, não política, e envolvendo situações de família. A Câmara é um espaço para discussão política, de ideias, de programas e propostas. Podemos concordar ou discordar de nossos adversários, mas dentro de argumentos políticos racionais, mas não pessoais — concluiu. (leia mais abaixo)

O papel fiscalizador da Câmara tem sido cumprido neste início de governo, avalia Álvaro. “Temos três CPIs, a da Saúde e a do Transporte, sou inclusive relator de uma delas. A Câmara entendeu que eram necessárias as investigações diante de coisas estranhas e suspeitas nestes dois setores no governo passado. Vamos investigar, se houve ou não corrupção e as irregularidades apontadas, as investigações irão apontar ou não, isso é o que interessa”, enfatizou. (leia mais abaixo)

Na condição de líder do governo, Álvaro Oliveira frisa que tem sido uma boa experiência. “Estou iniciando nesta função que me foi delegada pelo prefeito Wladimir Garotinho, que é um trabalho que vai além de minha função de legislador, onde tenho que conversar com meus pares, me inteirar dos seus anseios, interesses e compromissos. Tem sido uma boa experiência”, resume. (leia mais abaixo)

O líder da bancada governista não se furta em falar do polêmico ato da Câmara que revogou a decisão da própria Casa de leis na última legislatura, derrubando a sessão que rejeitou as contas da ex-prefeita Rosinha Garotinho do ano de 2016. (leia mais abaixo)

— É preciso que se esclareça uma coisa: a Câmara não cancelou o julgamento das contas. Elas ainda serão julgadas, mas dentro de um rito onde a ex-prefeita terá as prerrogativas de qualquer cidadão como o amplo direito de defesa, o que ela alega não ter ocorrido na apreciação de suas contas na legislatura passada – explicou. 

Como legislador e advogado de formação, Álvaro pretende levar a plenário a discussão de um projeto que confere maior autonomia à Procuradoria Geral do Município.