Agentes da Polícia Federal cumprem na manhã desta terça-feira mandado de busca e apreensão contra o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, presidente do Solidariedade. A nova etapa da Lava-Jato, denominada Dark Side, é a primeira fase da operação junto à Justiça Eleitoral de São Paulo. (leia mais abaixo)
A sede da entidade é um dos endereços onde os policiais cumprem mandado de busca e apreensão em São Paulo e Brasília. De acordo com o G1, também foi pedido o bloqueio judicial de contas bancárias e imóveis dos investigados, determinados pela 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. Os alvos são investigados por crimes de falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.
A operação tem como base depoimentos de delação premiada de executivos e sócios do Grupo J&F.
A operação investiga doações eleitorais não contabilizadas de R$ 1,7 milhão, recebidas durante as campanhas eleitorais dos anos de 2010 e 2012. Os pagamentos teriam sido feito simulando prestação de serviços advocatícios e também com valores em dinheiro entregues por doleiros.
De acordo com as apurações, o escritório de advocacia tinha como sócio um genro do deputado federal.
As investigações se restringem a fatos apurados nos anos de 2010 e 2012, uma vez que Paulinho da Força é deputado federal. Outros fatos, relacionados à eleição de 2014, não são apurados pela 1ª Zona Eleitoral de São Paulo.
No mês passado, por três votos a dois, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Paulinho da Força a dez anos e dois meses de prisão por desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A Corte também determinou que ele devolva o dinheiro, cerca de R$ 182 mil em valores de 2008, que ainda serão corrigidos, e que perca o mandato. Os efeitos da condenação não são imediatos, porque o parlamentar ainda pode apresentar recurso.
Fonte: Extra