Justiça Federal manda soltar José Eduardo Neves Cabral, filho de Sérgio Cabral

A Justiça Federal mandou soltar o filho do ex-governador Sérgio Cabral, José Eduardo Neves Cabral preso no dia 24 de novembro. Ele está sendo mantido no Batalhão Prisional da PM, o mesmo local onde está o ex-governador. (leia mais abaixo)

A decisão é da juíza Rosália Monteiro. José Eduardo foi um dos alvos da Operação Smoke Free, da Polícia Federal contra “uma organização criminosa armada e transnacional especializada em comércio ilegal de cigarros”. No dia da operação, ele não foi encontrado, mas se apresentou posteriormente. (leia mais abaixo)

Segundo as investigações, entre as funções de José Eduardo no esquema estava pagar propina a funcionários públicos. (leia mais abaixo)

Doze pessoas foram presas na operação Smoke Free. Um dos detidos é o policial federal Allan Cardoso Inácio de Assis.
Na época da prisão, a defesa de José Eduardo Neves Cabral disse que ele estava seguro de que “sua inocência será provada no decorrer do processo”. (leia mais abaixo)

Falsificação e lavagem de dinheiro
De acordo com a investigação, iniciada em 2020, desde 2019, o grupo criminoso alvo da Smoke Free “reiteradamente, com falsificação ou não emissão de notas fiscais, depositava, transportava e comercializava cigarros oriundos de crime em territórios dominados por outras organizações criminosas, como facções e milícias”. (leia mais abaixo)

“Em consequência, efetuava a lavagem dos recursos obtidos ilicitamente e remetia altas cifras ao exterior de forma irregular”, afirma a PF. (leia mais abaixo)

Ainda segundo os investigadores, a quadrilha contava com “uma célula de serviço paralelo de segurança”, coordenada por um policial federal e integrada por policiais militares e bombeiros. (leia mais abaixo)

A PF afirma que o grupo criminoso investigado é responsável por causar prejuízos à União de cerca de R$ 2 bilhões.

A força-tarefa conta com o apoio da US Homeland Security Investigations, a Agência de Investigações de Segurança Interna dos Estados Unidos.

Fonte: G1