terça-feira, 23 de julho de 2013 – Foto: Campos 24 Horas / arquivo
Defesa e acusação divergem em relação a apuração do caso. Mulher nega autoria do crime
Nesta quarta-feira(24/07), a partir das 10 horas, será realizada a Sessão Plenária do Tribunal do Júri de Campos, para o julgamento de Maria de Fátima Pereira de Castro, acusada de matar o seu companheiro Robson de Souza Nunes, fato ocorrido em 1º de outubro de 2004, na localidade de Dores de Macabú.
O crime ocorreu por volta das 5 horas da manhã, quando, segundo a acusação, Maria de Fátima teria ateado fogo no corpo de seu companheiro, receosa de que ele a abandonasse para voltar a convivência com a ex-mulher Elena de Fátima Estellet Alves, a quem havia abandonado justamente para ir morar com a acusada.
A acusação segue ainda afirmando que a acusada jogou álcool e ateou fogo na vítima, demonstrando requinte de crueldade e desapreço pela pessoa humana. Tudo isso aconteceu dentro da casa onde residia o casal.
A defesa, a cargo dos advogados Nilson Macedo e Lourival Rocha de OIiveira, assegura a inocên cia da acusada, e que a vítima, ao longo de sua vida, angariou inúmeros inimigos, havia inclusive em andamento, processos em que o Robson era acusado de homicídios.
“Provaremos perante o Grande Júri que acusada e vítima estavam vivendo em clima de paz, planejando um lindo futuro para eles. Ela jamais o mataria” afirmou o advogado de defesa Nilson Macedo ao Campos 24 Horas.
“Restará provado que o Robson foi assassinado por alguém que o detestava, pois entraram na casa onde residia o casal e atearam fogo nos dois, em cima da cama. Ela, embora muito ferida, conseguiu se salvar, porque ele a empurrou para fora da cama”, finalizou Macedo.