Julgamento dos acusados da morte de Carlão é marcado; família clama por justiça

Todos os dias pela manhã, ao abrir a porta da casa onde moram, no Parque Nova Brasília, familiares de Carlos Roberto Rocha Ritter, o Carlão, se deparam com o portão onde ocorreu a cena do crime de que foi vítima o ex-jogador e assessor parlamentar, assassinado em 28 de maio de 2020, um dia que ficou seguramente marcado pela família, que ainda vive o padecimento do luto e da tristeza irreparável com a perda. E cobra resposta no julgamento marcado para novembro deste ano. Os envolvidos presos são Wagner Souza, funcionário do setor offshore, apontado como mandante do crime e ex-namorado da companheira da vítima; o motoboy Matheus Douglas Santos Silva; e Douglas Souza Silva, acusado de ter efetuado os disparos. O músico Serginho Pagodinho, irmão da vítima, e que hoje é responsável pelos projetos sociais em que atuava Carlão, falou ao Campos 24 Horas sobre a expectativa para o julgamento. (leia mais abaixo)

“Eu entendo que os assassinos de meu irmão devem pegar pena máxima, de 30 anos, pela covardia do crime, matando uma pessoa que nem teve sequer chance de defesa. É uma dor que não tem fim e até o fim de nossas vidas vamos ter que conviver com o luto”, disse o músico Serginho Pagodinho. (leia mais abaixo)

 “Ele era um cara do bem, que gostava de ajudar as pessoas, homem trabalhador e cumpridor de seus deveres. Infelizmente, por causa de uma mulher, morreu estupidamente. Essas pessoas tem que pagar pelo crime que enlutou nossa família para o resto da vida e para que as pessoas parem de resolver seus problemas por meio da violência”, comentou Serginho. (leia mais abaixo)

Carlão estava em casa, no quando homens chegaram em uma moto e o chamaram no portão, momento em que houve os disparos. Um dos suspeitos presos é Wagner Souza, funcionário do setor offshore apontado como mandante do crime, ex-namorado da atual companheira da vítima. (leia mais abaixo)

CARLÃO E SEUS PROJETOS – Carlão de Nova Brasilia, como era conhecido, tinha uma intensa participação na vida comunitária. Criou e coordenava um projeto de futebol e inclusão social que atendia crianças nos bairros Nova Brasília, Esplanada e Julião Nogueira, além de ser organizador da “Rancheirada do Nova Brasilia”, atividade folclórica de cultura popular realizada anualmente.  (leia mais abaixo)

Além da escolinha de futebol do projeto “Carlão Batendo um Bolão”, que atende a mais de 60 crianças naqueles bairros, o programa foi ampliado com o futsal pela parte da manhã e, agora também, com o futebol feminino, no Esplanada. As atividades contam com o apoio da Fundação Municipal dos Esportes, no projeto Esporte Vida, coordenado pelo professor Leonardo Mantena. (leia mais abaixo)

Além do Goytacaz e Rio Branco, Carlão atuou em outros clubes e no futebol da Venezuela e pai do goleiro Patrick Ritter, que atua no Americano.