24/02/2016 10h06 | Foto: Divulgação
Frente à frente mais uma vez, Jefferson e Fred são as referências do Clássico Vovô, que, mesmo válido pelo Carioca, será realizado em Cariacica, no Espírito Santo, hoje, às 21h45. No duelo que completa 111 anos, os capitães de 33 e 32 anos, respectivamente, têm a missão de comandar Botafogo e Fluminense sem abrir mão do talento e da juventude das joias reveladas na base dos clubes.
Se Fred é a principal referência ofensiva tricolor, Luis Henrique tem feito sua parte para conquistar a confiança da torcida alvinegra. Com futebol de gente grande, o atacante, de 17 anos, fez gols nas duas últimas rodadas e administra com os conselhos do técnico Ricardo Gomes a pressão de ser o camisa 9 do Botafogo. Com multa rescisória avaliada em R$ 60 milhões, ele é um das 16 promessas nos profissionais do clube.
“Mesmo os mais novos estão no Botafogo por um tempo. Eles têm essa sensibilidade no sub-20, sub-17. Tem a diferença agora com a mídia em cima, mas eles estão preparados”, disse Ricardo.
Pelo lado tricolor, Eduardo Baptista mandará a campo uma equipe com dois jovens atletas oriundos de Xerém: Gustavo Scarpa, que subiu aos profissionais em 2014, e Douglas, promovido no início desta temporada.
O primeiro já se firmou e assumiu até um papel de curinga. Logo mais, ele atuará como lateral-esquerdo, por opção do treinador.
“O Scarpa vem de trás com a bola dominada e tem muita visão de jogo. Dei liberdade para ele avançar porque o Douglas faz a cobertura”, explicou o técnico tricolor.
Autor de dois gols nos dois últimos jogos, Scarpa vive momento favorável nas Laranjeiras, muito influenciado pela confiança que recebe do capitão, Fred. O camisa 9 sempre exalta o jogador de 22 anos e recebe assistências como retribuição. Já Douglas busca seu espaço após se destacar no título do Campeonato Brasileiro Sub-20 no ano passado.
Regularizado, Salgueiro pode estrear contra ‘vítima’
Salgueiro está à disposição de Ricardo Gomes para o clássico diante do Fluminense. Com o contrato publicado ontem no Boletim Informativo da CBF e da Federação do Rio, o uruguaio terá a chance de reencontrar um adversário que lhe trás boas lembranças.
Na Libertadores de 2013, ele foi o carrasco da eliminação do Fluminense, no Estádio Defensores del Chaco. Salguero comandou a vitória de 2 a 1 do Olimpia, que avançou para a semifinal. Perto de completar duas semanas no Rio, o uruguaio foi o principal reforço do Botafogo até o momento.
A ideia do técnico Ricardo Gomes é utilizá-lo como meia-atacante. “Tem que ter paciência. Não sabemos o tempo de adaptação que ele vai precisar. É muito cedo. Não defini a equipe. Salgueiro tem qualidade, é bom jogador, mas treinou apenas vinte minutos com os titulares”, disse Ricardo Gomes.
Cuidado com a preparação para evitar o cansaço
Fora do Rio desde sexta-feira, o Fluminense redobrou a atenção em relação à programação dos jogadores fora de campo para evitar que o desgaste prejudique a atuação no clássico de hoje. A maratona de jogos, entretanto, não será usada como justificativa, caso o desempenho não seja satisfatório. Esse, pelo menos, é o pensamento do técnico Eduardo Baptista.
“O cansaço preocupa, mas também não chega a ser uma coisa tão grande. Nós estamos buscando o melhor encaixe. A nossa logística é muito boa, com alimentação e descanso. Temos que concentrar é no nosso trabalho, no que temos que fazer dentro de campo. Essa parte de fora não pode ser desculpa”, disse o comandante tricolor.
Depois da partida de hoje, o Fluminense terá uma semana para se preparar — e descansar — para o confronto contra o Friburguense. As informações são do jornal O Dia.